Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa, pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes.
“Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo, suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se existe algo em comum nesses momentos e que gere essa sensação? Se essa situação é muito rotineira, se vive pedindo desculpas, ou sentindo-se mal é porque isto está invadindo a sua vida”, diz o psicólogo Alex Sampaio.
Para o psiquiatra, podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.
“Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si”.
COMO LIDAR?
Agora que você já começou a identificar e entender os seus gatilhos emocionais, pode começar a lidar com eles com mais tranquilidade e certeza. A ideia aqui é transformar os momentos de aflição em alguns minutos para refletir. Assim, você também começará a desenvolver a sua inteligência emocional.
“Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem”.
Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia:
Não seja duro com você mesmo;
Entenda as emoções e sintomas;
Conheça seus gatilhos positivos e os utilize!
Veja a matéria completa na edição 94 da Revista Rara Gente.
