Saúde e Bem estar

Brasil terá 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, estima INCA

Estimativa do INCA mostra que doença se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no país.

Isabele Araujo - Rara Gente
02/06/26 às 13h22

O Brasil deve registrar, em média, 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Se forem excluídos os tumores de pele não melanoma, que são muito comuns, mas raramente matam, o número anual fica em cerca de 518 mil. Os dados são da nova publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

As projeções confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares. O cenário reflete o envelhecimento da população, as desigualdades regionais e os desafios no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento.

Os tipos mais comuns entre homens e mulheres

Entre os homens , os cinco cânceres mais incidentes são:

  • Próstata (30,5% dos casos)
  • Cólon e reto (10,3%)
  • Pulmão (7,3%)
  • Estômago (5,4%)
  • Cavidade oral (4,8%)

Entre as mulheres, a ordem é:

  • Mama (30,0%)
  • Cólon e reto (10,5%)
  • Colo do útero (7,4%)
  • Pulmão (6,4%)
  • Tireoide (5,1%)

O câncer de pele não melanoma segue como o mais frequente em ambos os sexos, mas é apresentado à parte por sua alta incidência e baixa letalidade.

(Foto: Reprodução)

Prevenção: até 50% dos casos poderiam ser evitados

Organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o próprio INCA estimam que entre 30% e 50% dos tumores podem ser prevenidos com medidas simples e bem estabelecidas. Entre elas:

  • Vacinação contra o HPV – previne o câncer do colo do útero.
  • Controle do tabagismo – uma das medidas mais eficazes contra vários tipos de câncer.
  • Evitar o consumo de álcool – mesmo em baixas doses, o álcool aumenta o risco, e o efeito é ainda pior quando combinado com o cigarro.
  • Alimentação saudável – rica em vegetais, frutas e pobre em ultraprocessados.
  • Atividade física regular – tema que o INCA tem reforçado cada vez mais.

Atividade física protege mesmo após o diagnóstico

A prática regular de exercícios é apontada como uma poderosa aliada. O INCA, alinhado à OMS e às principais sociedades de oncologia, destaca que ser fisicamente ativo reduz o risco de desenvolver diversos tipos de câncer, especialmente os de mama e cólon (intestino grosso), que estão entre os mais frequentes no Brasil, e que, aliás, têm crescido entre adultos jovens.

Estudos recentes vão além: a atividade física também é benéfica após o diagnóstico, ajudando no controle da doença, na redução de efeitos colaterais do tratamento e na melhora da qualidade de vida.

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