Saúde e Bem estar

Pesquisa indica que 99% das pessoas terão problema no ombro depois dos 40 anos

Com o avançar da idade, praticamente todo mundo vai ter algum desgaste ou lesão em um conjunto de músculos e tendões que estabiliza a articulação do ombro.

Da Redação - Rara Gente
06/05/26 às 14h07

Quase todo mundo terá alterações no manguito rotador com a idade, aponta estudo finlandês. Mas o diagnóstico vem acompanhado de um alerta importante: nem toda lesão na ressonância dói ou precisa de cirurgia. 

Com o avançar da idade, praticamente todo mundo vai ter algum desgaste ou lesão em um conjunto de músculos e tendões que estabiliza a articulação do ombro: o manguito rotador. É o que indica um estudo finlandês baseado na análise de questionários e exames de ressonância magnética aplicados em 602 pessoas de 41 a 76 anos.

(Foto: Reprodução)

A pesquisa, publicada na revista JAMA Internal Medicine em fevereiro de 2026, constatou que 98,7% dos participantes apresentavam alguma anormalidade nos tendões (como tendinopatia ou rupturas parciais ou completas), ou seja, quase ninguém estava imune. “Se você tem mais de 40 anos e faz uma ressonância do ombro, é quase certo que encontraremos algo ‘diferente’ no seu manguito rotador”, afirma o autor principal, Dr. Thomas Ibounig, segundo o divulgado pela Veja Saúde.

No entanto, a grande maioria dessas alterações não provoca dor: elas estavam presentes em 96% dos ombros assintomáticos (sem queixa) e em 98% dos ombros sintomáticos.

Entre os achados do estudo, 25% dos ombros apresentaram tendinopatia, 62% rupturas parciais e 11% rupturas totais. As anormalidades se tornam mais frequentes e mais graves com o passar dos anos, mas são igualmente comuns em homens e mulheres.

A pesquisa evidencia um baixo valor diagnóstico da ressonância de rotina para dor no ombro sem trauma. Um dos principais riscos de se fazer o exame sem critério clínico é a sobremedicalização: o paciente e o médico podem interpretar um achado comum como uma doença grave, levando a tratamentos, inclusive cirúrgicos, desnecessários.

A recomendação atual é que o tratamento seja guiado pelos sintomas e pela limitação funcional, não por um laudo de imagem. Na maioria dos casos, exercícios de fortalecimento, alongamento e fisioterapia resolvem as queixas. As rupturas completas e sintomáticas, especialmente quando há grande perda de força, podem sim ser candidatas à cirurgia, mas representam uma minoria.

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