“Vou verificar o e-mail uma última vez, checar se nenhum amigo postou algo interessante, uma última olhada no Instagram”. Essas afirmações soam familiares? Ser inundado com informações estimulantes logo antes de dormir pode prejudicar seu sono e causar insônia, especialmente quando nos deparamos com situações além do nosso controle. E a maioria de nós está dormindo com os telefones na cama ou do lado dela. Em quase todas as faixas etárias pessoas afirmam dormir com o telefone ao seu alcance.
O perigo não é apenas que cada bipe durante a noite tenha o potencial de nos acordar. Smartphones também emitem uma luz “azul”, sinalizando para o nosso cérebro que é hora de acordar. As luzes azuis suprimem a melatonina, o hormônio que determina nossos ritmos de sono. Sim, a luta para dormir com seu telefone é real. Portanto, o ideal é deixar esse aparelhinho longe enquanto você dorme.
É importante entender que a tecnologia não é necessariamente uma vilã. A forma como a utilizamos é que precisa ser ajustada. Existem diversos aplicativos com a proposta de ajudar usuários com ansiedade e depressão. Há inclusive uma espécie de Uber para procurar tratamento psicológico - a plataforma Zenklub, que funciona como um consultório 100% digital e conta com especialistas psicólogos, terapeutas, coaches e psicanalistas.
A indústria de smartphones e de wearables (smartwatches e smartbands, em especial) também tem pensado em funções para ajudar no combate ao sedentarismo. Um exemplo são os alertas para exercícios presentes em relógios e pulseiras inteligentes, além de funções específicas para o monitoramento de atividades físicas, da qualidade do sono e até da sua frequência cardíaca.
Então, se a primeira coisa que você faz quando acorda é olhar o seu celular; se checa o seu telefone de cada 5 a 30 minutos; se dorme com o celular no seu quarto - pior ainda se for do lado da cama -; se sempre arranja uma desculpa para levar o celular para o banheiro e, se anda com ele na mão a maior parte do tempo, você pode ter dependência do celular. Assim, aqui vão algumas sugestões que poderão te ajudar:
Não perca o seu sono:
Jamais leve o celular para a cama. Desligue-o e deixe ele fora do seu quarto. Se a sua desculpa é que você usa ele para despertar, compre um despertador.
Acordou? Use a regra dos primeiros 45 minutos:
Ao acordar, você deve se preparar para o dia que terá pela frente, ir no banheiro, preparar o seu café da manhã, se alongar, se vestir e arrumar. Os primeiros 45 minutos são seus. Não cheque o celular antes disso.
Carro ligado, celular desligado:
Você vai economizar em multas e reduzir drasticamente a chance de ter um acidente sério. Proteja você e os outros, motoristas e pedestres.
Desligue o celular no seu período mais produtivo:
Ao longo de algumas horas, desligue o seu celular e coloque longe do seu alcance - na bolsa ou gaveta -. Só ligue quando completar o seu trabalho.
Fique atento à criança com celular:
Fique atento ao padrão de uso e conteúdo que a criança acessa no celular e imponha limites com disciplina. Estabeleça os momentos e o tempo de uso que seu filho pode se dedicar esta atividade.
Saia da Matrix:
Não deixe aquela máxima ser verdadeira para você: “O celular aproxima quem está longe, mas afasta quem está perto! ”. Em qualquer reunião, nas refeições, brincando com seus filhos, confraternizando com os amigos.... Tudo isso é mais importante que o seu celular. Viva no mundo real e dê atenção ao que há a sua volta e a quem te ama e se importa contigo.
Agora, se nada disso ajudar, talvez você precise de uma avaliação de um profissional de saúde mental. Mas neste caso, não se esqueça! Desligue o celular antes de entrar no consultório.