Saúde e Bem estar

Retomada de eventos deve demandar mais trabalho ao Corpo de Bombeiros em TL

Fim do julgamento do caso da boate Kiss reacendeu a preocupação com casas noturnas

Rara Gente - Daniela Galli
13/12/21 às 09h07

Depois de 10 dias de julgamentos, os quatro réus do caso da baote Kiss foram condenados a penas que vão de 18 a 22 anos de reclusão em regime fechado. A sentença foi lida pelo juiz na última sexta-feira (10). Com a volta dos eventos abertos ao público e com maior concentração de pessoas daqui para frente, o Corpo de Bombeiros de Três Lagoas deve intensificar a fiscalização, principalmente nas casas noturnas. 

Segundo o Comandante do 5º grupamento de Bombeiros Militares ,Tenente-Coronel Fábio Merá de Assis, eles já receberam várias solicitações de vistorias para checagem de todas as medidas de segurança necessárias, principalmente no que diz respeito às saúdas de emergência. “A fiscalização ocorre normalmente em locais de concentração de público. Usamos como base o nosso Código de Segurança Contra Incêndio, Pânico e Outros Riscos, Lei Estadual nº 4335/2013”.

Assis lembra ainda que todo local com público superior a 100 pessoas deve apresentar um projeto técnico cujo nome é PSCIP (Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico). “Este documento deve passar por aprovação e depois disso é feita uma vistoria para certificação do local”. 

As medidas de segurança vão depender do tamanho da edificação. Dentre as principais exigências estão: brigada de incêndio; extintores de incêndio; iluminação de emergência; sinalização de emergência; saídas de emergência; instalações elétricas em conformidade. “Outros equipamentos como hidrantes, detectores de fumaça e chuveiros automáticos vão depender das características físicas do imóvel, como a área construída e a altura”, diz o Comandante. 

Em locais como tabacarias ou lounges, onde o pessoal se reúne para fumar narguilé, Assis explica que não há uma regulamentação específica para o uso do equipamento no interior das edificações, porém, como há uma brasa para sua utilização, ela pode ser considerada uma fonte de ignição que pode causar incêndio. “O ideal é que o narguilé seja utilizado em locais abertos e com boa condição de ventilação natural”. 

EM CASO DE INCÊNDIOS

Nos eventos com públicos superiores a 100 pessoas, quem faz o primeiro combate é a brigada de incêndio. “Ela é responsável também pelo uso dos extintores e orientação da população para uma rota de fuga segura”. 
O Corpo de Bombeiros deve ser acionado através do número 193. Se não houver a brigada, é preciso procurar as saídas de emergência. “Se o local tiver tomado por fumaça, fique o mais próximo possível do chão”.

O Comandante esclarece que é preciso que as pessoas mantenham a calma, não gritem umas com as outras e não obstruam as saídas. Olhe em volta e observe as pessoas que conseguiram, se salvar, isso ajuda os bombeiros nas buscas por desaparecidos. “Quanto mais conhecimento houver sobre as possíveis rotas de fuga, mais eficiente e menor será a possibilidade de pânico se o público precisar ser evacuado”.

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