Saúde e Bem estar

OMS suspende testes com cloroquina contra a Covid-19

Pesquisa detectou risco de arritmia cardíaca nos pacientes. Veja mais detalhes:

Bruna Taiski
25/05/20 às 13h43
Reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (25) a decisão de suspender “temporariamente” os testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19. A medida foi tomada por preocupações com a segurança do remédio, após a divulgação de um grande estudo, com 96 mil pacientes, publicado pela revista científica “The Lancet” na última sexta-feira (22). Na pesquisa, foi constatado que, além de não ter eficácia comprovada na cura da Covid-19, os dois medicamentos aumentavam a chance dos pacientes morrerem ou terem arritmias cardíacas graves.

“Os autores relataram que, entre pacientes com a Covid-19 que usaram a droga, houve uma maior taxa de mortalidade”, informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A decisão, tomada no âmbito da iniciativa internacional Solidariedade, agora vai estudar todos os dados disponíveis para verificar a suspensão total ou a retomada do uso da droga para os casos de Covid-19. O líder da OMS, no entanto, voltou a ressaltar que tanto a cloroquina como a hidroxicloroquina são seguras para seus usos já consolidados e estudados, como nos casos de malária, lúpus e outras doenças autoimunes. Ou seja, a suspensão é apenas voltada para os casos de pacientes que contraíram o novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Para acelerar a cura da Covid-19, diversos medicamentos já usados para tratamento de outras enfermidades estão sendo testados em pacientes que contraíram o vírus. Além da cloroquina e da hidroxicloroquina, são usados antirretrovirais, como o remdesivir, e a heparina. (ANSA)

Ensaio Solidariedade

A iniciativa é composta por países, que analisam dados disponíveis globalmente sobre as drogas e as descobertas sobre a COVID-19. Os ensaios Solidariedade foram anunciados por Tedros no dia 18 de março. Vários hospitais, no mundo inteiro, fazem parte da iniciativa: segundo a entidade, nesta segunda-feira (25) havia 35 países recrutando pacientes para estudos em mais de 400 hospitais ao redor do mundo. Outras 3,5 mil pessoas já participam de pesquisas em 17 países.

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