No próximo domingo, o Brasil entra em campo para enfrentar a Noruega na Copa do Mundo. E, enquanto a torcida verde-amarela se prepara para mais um jogo, a Gente foi atrás de uma curiosidade que ajuda a entender melhor os adversários, não apenas como jogadores, mas como pessoas moldadas por uma cultura milenar.
Você já deve ter notado as declarações de Erling Haaland, o fenômeno norueguês, nos dias que antecedem as partidas. O atacante, um dos melhores do mundo, afirmou que a Noruega "não ganharia da França" e que as chances contra o Brasil são pequenas. Falsa modéstia? Estratégia? Na verdade, pode ser algo muito mais profundo: a jantelagen.
A jantelagen (ou janteloven na Dinamarca e Noruega) é um conceito cultural com raízes profundas nas sociedades nórdicas, especialmente na Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia e Finlândia. Trata-se de um conjunto de normas sociais informais que desencorajam a ostentação, a exibição de riqueza e o destaque individual, promovendo, em vez disso, a igualdade, a modéstia e o bem-estar coletivo.
O termo foi cunhado pelo escritor dinamarquês-norueguês Aksel Sandemose em seu romance Um fugitivo cruza seu próprio rastro, publicado em 1933. Na obra, ele descreve a mentalidade da pequena cidade fictícia de Jante, onde vigoravam dez regras que condenavam qualquer forma de soberba.
As 10 regras da Jantelagen
Sandemose articulou um conjunto de dez princípios que, segundo ele, refletiam a mentalidade cultural nórdica. São eles:
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Não pense que você é algo.
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Não pense que você é tão importante quanto os outros.
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Não pense que você é mais inteligente do que os outros.
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Não pense que você é melhor do que os outros.
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Não pense que você sabe mais do que os outros.
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Não pense que você é mais capaz do que os outros.
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Não pense que você é mais interessante do que os outros.
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Não pense que você pode ensinar algo aos outros.
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Não ria de ninguém.
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Não pense que alguém se importa com você.
Embora pareçam duras ou até negativas à primeira vista, as regras não são vistas como uma repressão, mas sim como um freio ao ego, um lembrete constante de que ninguém é maior do que o grupo.