Moda

Lady Di 65 anos: os momentos de estilo que eternizaram a princesa do povo

Do suéter da "ovelha negra" ao vestido da vingança, revisitamos os looks que marcaram gerações e seguem inspirando a moda até hoje

Da Redação - Rara Gente
01/07/26 às 14h23

Neste 1º de julho, a eterna princesa Diana completaria 65 anos. Três décadas e meia depois de sua morte, Lady Di continua viva na memória afetiva do mundo, não apenas por sua humanidade, seu ativismo e seu carisma, mas também por seu estilo inconfundível, que desafiou protocolos e definiu uma era.

A Rara Gente selecionou alguns dos momentos mais icônicos da princesa, daquele suéter de ovelha negra ao famoso "vestido da vingança". Cada look conta uma história, e cada história revela um pouco da mulher por trás do título.

1981: o suéter da "ovelha negra"

(Foto: Getty Images)

Em junho de 1981, ainda noiva do príncipe Charles, Lady Diana Spencer foi fotografada durante uma partida de polo em Windsor usando um suéter de lã vermelho com uma estampa que chamou atenção: ovelhas brancas e uma única ovelha preta no meio.

A peça, criada pela marca Warm and Wonderful, era uma declaração silenciosa e, com o tempo, foi interpretada como um presságio: Diana era a ovelha negra da Família Real, a que não se encaixava nas regras rígidas da monarquia.

Quarenta anos depois, em 2021, a estampa voltou às passarelas e às lojas, relançada pela mesma marca. O suéter de Diana se tornou um ícone de moda, provando que o estilo da princesa atravessa décadas sem perder a relevância.

29 de julho de 1981: o vestido que o mundo esperou para ver

(Foto: Getty Images)

No dia do seu casamento com o príncipe Charles, Diana chegou à Catedral de São Paulo e revelou ao mundo o vestido que havia sido guardado a sete chaves durante todo o processo de criação.

Criado pelos designers David e Elizabeth Emanuel, o vestido era uma obra-prima de seda, renda e tafetá, com uma cauda de 7,6 metros – a mais longa da história da realeza britânica. Bordados, lantejoulas e pérolas cobriam a peça, que se tornou um dos vestidos de noiva mais famosos de todos os tempos.

Na época, foi visto como exagerado por alguns, hoje, é lembrado como um símbolo do romantismo e do sonho que Diana representou para milhões de pessoas.

Setembro de 1981: a princesa nas Terras Altas

(Foto: Getty Images)

Poucos meses após o casamento, Diana já se adaptava aos compromissos reais com seu toque pessoal. Em 5 de setembro de 1981, durante os Braemar Highland Games, na Escócia, ela apareceu com um vestido de tartã – estampa xadrez típica da região – desenhado por Caroline Charles, e um chapéu preto estilo Tam o' Shanter.

O look era uma homenagem à tradição escocesa, mas também um aceno à sua própria personalidade: mesmo em eventos formais, Diana sabia como adicionar um toque de calor humano e autenticidade.

1993: a princesa mãe

(Foto: Getty Images)

Em 1993, uma foto tocou o coração do mundo: Diana, em um parque aquático, andando em um trenó aquático (log flume) ao lado de seus filhos, os príncipes William e Harry.

Ela ria, se molhava e se divertia como uma mãe comum – o que, para a realeza, era tudo menos comum. A imagem se tornou um dos retratos mais queridos da princesa, mostrando seu lado afetuoso, brincalhão e profundamente humano.

Para muitos, essa foto resume o que Diana representava: uma mãe que amava seus filhos acima de tudo, mesmo em meio ao caos da vida pública.

1994: o "Revenge Dress"

(Foto: Getty Images)

Em 1994, a vida de Diana estava em frangalhos. O príncipe Charles havia confessado em uma entrevista seu adultério com Camilla Parker Bowles. Na mesma noite, Diana apareceu na Serpentine Gallery, em Londres, usando um vestido preto de seda, ombro à mostra, desenhado por Christina Stambolian.

O vestido era ousado, sensual e desafiador, uma resposta silenciosa e poderosa à traição. A imprensa britânica logo o apelidou de "Revenge Dress" (o vestido da vingança). Naquela noite, Diana não disse uma palavra, mas sua roupa falou mais alto que qualquer declaração.

O vestido se tornou um dos looks mais icônicos da história da moda, eternizando o momento em que Diana mostrou ao mundo que não seria abatida.

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