Saúde e Bem estar

O mercado promissor da menopausa e o bem-estar feminino

O aumento da discussão pública e o surgimento de soluções inovadoras estão permitindo que essa transição seja vivenciada com muito mais conforto, informação e bem-estar.

Da Redação - Rara Gente
30/09/25 às 14h49

Que a saúde feminina e a menopausa ainda são tabu, não é nenhuma novidade. No entanto, o mercado para cuidados e qualidade de vida das mulheres tem crescido e evoluído de forma impressionante.

Com a população madura em expansão e as mulheres que buscam qualidade de vida e autonomia, está transformando uma fase biológica natural em uma força econômica vibrante. O aumento da discussão pública e o surgimento de soluções inovadoras estão permitindo que essa transição seja vivenciada com muito mais conforto, informação e bem-estar.

(Foto: Reprodução)

A dimensão econômica deste fenômeno é inegável. A chamada Economia Prateada, que engloba a população acima de 50 anos, movimenta impressionantes US$ 22 trilhões por ano em todo o mundo. No Brasil, esse segmento já representa R$ 1,8 trilhão em gastos no setor privado, equivalendo a 24% do consumo domiciliar.

Especificamente, o nicho da "economia do climatério", focado nas soluções para a menopausa, já movimenta mais de US$ 384 milhões no país e deve ultrapassar a marca de US$ 527 milhões até 2030, consolidando o Brasil como líder regional neste mercado emergente.

Por trás desses números, existe uma necessidade concreta de lidar com uma gama extensa de sintomas que vão muito além das conhecidas ondas de calor. As mulheres enfrentam desde sintomas vasomotores, como fogachos e suores noturnos, até desafios relacionados à saúde mental e cognitiva, incluindo mudanças de humor, "névoa mental" e problemas de sono.

(Foto: courtneyk/Getty Images)

Somam-se a isso os sintomas geniturinários, como secura vaginal e incontinência, e outras mudanças físicas, como queda de cabelo e libido. Na busca por alívio e qualidade de vida, novas rotinas de consumo se estabelecem.

Pesquisas mostram que 67% das entrevistadas realizam check-up médico anual, 46% fazem uso de vitaminas e minerais, e 39% ingerem medicamentos por conta própria. Além disso, 15% utilizam suplementos específicos para os desafios da idade e 12% adotam soluções e cosméticos para incentivar o crescimento capilar, impulsionando setores como bem-estar, suplementação e saúde íntima.

O potencial de crescimento deste setor é vasto, com estimativas globais apontando para US$ 60 trilhões em demandas não atendidas. Este crescimento é alimentado pela quebra progressiva de tabus, com figuras públicas e a mídia trazendo o assunto para o debate aberto, e por uma busca crescente por informação e tratamentos adequados, desde terapia hormonal até alternativas não-hormonais.

O foco na qualidade de vida de mulheres que estão no auge de suas carreiras e vida pessoal faz com que manter a produtividade e o bem-estar seja uma prioridade inegociável.

Com informações de Meio e Mensagem, e Forbes.

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