Saúde e Bem estar

O Brasil está envelhecendo rápido, mas será que é com qualidade de vida?

O Brasil está passando por uma transformação demográfica histórica. Segundo projeções do IBGE, até 2070, 37,8% da população terá mais de 60 anos.

Isabele Araujo - Rara Gente
09/09/25 às 16h14

O Brasil está passando por uma transformação demográfica histórica. Segundo projeções do IBGE, até 2070, 37,8% da população terá mais de 60 anos, um salto significativo em relação aos 15,6% registrados no último censo.

Esse envelhecimento acelerado, impulsionado pela queda na taxa de fecundidade (1,57 filho por mulher em 2023) e pelo aumento da expectativa de vida (76,4 anos em 2023), exige uma reflexão urgente: nossos idosos estão envelhecendo bem?

(Foto: Divulgação)

Os dados mostram que a população idosa não apenas cresce, mas também envelhece: o grupo com mais de 80 anos é o que mais se expande. Esse fenômeno traz desafios complexos:

Solidão: Pesquisas indicam que a solidão acelera o envelhecimento e aumenta o risco de morte precoce. Idosos isolados tendem a desenvolver mais doenças crônicas e depressão.

Declínio físico: Perda muscular, de até 50% aos 80 anos, redução da hidratação corporal e alterações na pele são comuns.

Alimentação inadequada: O consumo de ultraprocessados aumenta, enquanto alimentos básicos como arroz e feijão perdem espaço, agravando défices nutricionais.

(Foto: Divulgação/Nestlé Health)

Por que muitos idosos "desistem"?

A apatia frequentemente interpretada como "preguiça" é, na realidade, um sinal de alerta:

  • Dores crônicas: Artrose, osteoporose e doenças degenerativas limitam a mobilidade
  • Fatores mentais: Depressão e declínio cognitivo afetam 30% dos idosos.
  • Desnutrição: Dificuldades de mastigação, digestão e acesso a alimentos nutritivos pioram a saúde.

Estudos da Universidade da Califórnia com 1.500 idosos confirmam: a solidão envelhece mais rápido. Idosos isolados têm maior ativação de inflamações crônicas, risco 30% maior de demência e redução de 5 anos na expectativa de vida.

(Foto: Shutterstock)

Como mudar esse cenário?

Integração social, por meio de programas comunitários e centros de convivência combatem a solidão, assim como uma atenção à saúde multidisciplinar: geriatras, nutricionistas e fisioterapeutas devem atuar em conjunto.

E os cuidadores desses idosos devem incentivar à alimentação saudável, não é preciso de nada fora do normal, o arroz com feijão, acompanhado de proteínas magras e vegetais e legumes como fonte de nutrientes já fazem a diferença.

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