Saúde e Bem estar

Low Carb: nutricionista dá fim aos mitos e esclarece a dieta

Estratégia e individualidade biológica estão entre os conceitos esclarecidos por Dra. Pâmela Camargo, nutricionista funcional e coach de emagrecimento

Rara Gente - Beatriz Rodas
16/01/18 às 10h11
A nutricionista explica fatores como a estratégia Low Carb e a individualidade biológica de cada um (Rara Gente)

Ultimamente, o carboidrato tem sido visto como o grande vilão das dietas da moda. Com isso, a dieta Low Carb está ganhando cada vez mais seguidores. Há muitos tipos de dietas de baixo carboidrato como: Dieta Atkins, primeira fase da Dieta Dukan; a Dieta Paleolítica, entre outras.

Falar que faz ‘dieta Low Carb’ está na moda não é mesmo? E muitas pessoas estão modificando conceitos; misturando jejum, comer quando tem fome, comida de verdade, dieta paleolítica com Low Carb.

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Não sou contra a utilização dessa ‘ESTRATÉGIA’. Sim... Low Carb é uma estratégia.  E assim como todas as outras, a dieta Low Carb só deve ser usada respeitando a ‘INDIVIDUALIDADE BIOLÓGICA’ de cada indivíduo.

Low Carb é uma ESTRATÉGIA alimentar espalhada por aí como milagre, como única forma de emagrecimento e que, na verdade, não são todas as pessoas que podem adquirir essa estratégia.

A questão é: quanto é o Low Carb?

Vejo que muitas pessoas fazem dieta Low Carb e nem ao menos sabem o que significa Low Carb. Low = baixo e Carb = carboidratos, e quando falamos em Low não significa Free = ‘sem’ carboidratos. Primeiramente, vamos analisar conceitos para depois concretizar uma dieta.

Estudos mostram que uma dieta sem carboidratos atrapalha a memória visual, a cognição e a atenção vigilante; sem falar que aumentam os níveis de estresse. Por outro lado, estudos afirmam que dieta Low Carb é sim benéfica em paralisias cerebrais, convulsões e esclerose múltipla.

Contudo, muitas pessoas estão retirando ‘todos’ os carboidratos e consumindo alto teor de carnes vermelhas, bacon e, consequentemente, de gordura saturada - o que tem um aumento significativo em doenças cardiovasculares, em colesterol LDL e diminuição do colesterol bom - o HDL.

Por isso, sempre prefiro falar em dieta de baixo índice glicêmico, que além de auxiliar na perda de peso, irá melhorar a resistência insulínica e o quadro de síndrome metabólica evitando inflamações. Objetivos, sejam eles para emagrecimento ou não, são construídos por meio de uma ‘soma’ de fatores e vão muito além de invencionices nutricionais; para cada caso - um caminho específico.

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