Informações sobre as consequências de transar sem camisinha estão por toda parte, mas os adolescentes às vezes parecem não dar bola para o assunto. Com isso, aumentam os riscos de se infectarem com uma DST (doença sexualmente transmissível), como a Aids, e de virar pai ou mãe muito cedo.
Segundo o Ministério da Saúde, de cada 10 crianças que nascem no Brasil, duas são filhas de adolescentes. Além do impacto que colocar um ser no mundo provoca na vida de um jovem, há os prejuízos à saúde que acompanham uma gravidez precoce - até os 18 anos, os riscos de a garota ficar anêmica e ter pré-eclâmpsia, uma complicação que pode levar à morte, são maiores que entre as adultas-. Para que seus filhos fiquem longe dessa encrenca, ensine-os, desde cedo, a agir com responsabilidade em todos os campos da vida, não só no sexo.
Na última semana, a equipe de profissionais de saúde da Unidade de Saúde da Família “USF” Nova Três Lagoas promoveu ações em menção a “Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência”.
A primeira Ação ocorreu na área da Vila Zuque, área que possui um número expressivo de adolescentes grávidas, foi selecionado um público de 13 a 18 anos. No encontro, foi trabalhada a temática das causas e consequências da gravidez precoce e também orientado sobre os métodos contraceptivos.
O encerramento das atividades ocorreu na sexta-feira, com a presença e palestra da psicóloga Janaína Catolino, além da presença da Miss Mundo Três Lagoas, Sandy Ferreira.
A coordenadora da programação, Enfermeira Andréia Lima, “essas ações devem ser cada vez mais fortalecidas, não somente dentro das Unidades de Saúde, como também na comunidade, com o objetivo de diminuir os índices de gravidez na adolescência, de doenças sexualmente transmissíveis e problemas sociais futuros. A gravidez precoce deve ser levada a sério, pois ela interrompe uma fase importante da vida”.
Principais causas a gravidez precoce
Conforme o Ministério da Saúde, da manipulação dos parceiros ao uso do método contraceptivo de forma errônea, são muitas as causas da gravidez precoce.
Medo de perder o namorado
Muitas garotas, ainda inseguras, topam abrir mão da camisinha por medo de perder o namorado. O papel dos pais é fortalecer a autoestima delas para que consigam dizer não e orientar os garotos a nem pensar em sexo sem proteção. Nas conversas da família deixe claro que evitar uma gravidez não é responsabilidade só da menina. É do menino também!
Imaturidade
Adolescentes acreditam que coisas ruins, como tirar zero se não estudar ou engravidar se transar sem camisinha, só acontecem com os outros. Relembre-os de que todo ato tem consequência.
Uso errado da pílula do dia seguinte
Para que os pais não descubram a cartela de anticoncepcional na bolsa ou para fugir desse compromisso diário, as meninas substituem a pílula tradicional pela do dia seguinte toda vez que transam sem camisinha. Um perigo! A estratégia é arriscada porque pode provocar problemas de saúde. E a eficácia desse método diminui com seu uso constante. Alerte sua filha.
Crença em métodos furados
Existem adolescentes que acreditam que fazer tabelinha, evitando sexo no provável período fértil do mês, ou o método do coito interrompido (quando o homem ejacula fora da vagina) são formas seguras de evitar a gravidez. Pura balela, esses métodos são furadíssimos. Procure abastecer seus filhos de informações confiáveis sobre o assunto. Há livros ótimos sobre o tema! Pesquise.
Avalie seu olhar sobre sexo antes da conversa
Não é fácil deixar preconceitos de lado, mas, se você vê sexo como algo sujo ou inadequado para adolescentes, reveja seus conceitos. Os jovens transam, sim. No Brasil, começam, em média, aos 15 anos.
Crie uma relação amistosa
Estar aberta ao diálogo (sobre sexo ou qualquer outro tema) e responder às curiosidades sem violência ou crítica faz com que crianças e adolescentes se sintam seguros para compartilhar dúvidas. É preciso deixar brechas para que eles nos procurem quando sentirem necessidade.
03 atitudes para se pensar
1. Considere levar sua filha ao ginecologista
Não há regra sobre a hora ideal, mas a primeira menstruação pode ajudar a tocar no assunto. Se ela não topar, ofereça-se a acompanhá-la quando ela se sentir pronta.
2. Procure um ambulatório de planejamento familiar
Nesses locais são distribuídos anticoncepcionais de graça. Diga para seus filhos também buscarem ajuda nesses lugares e ensine-os que não é preciso ter vergonha.
3. Oriente também os meninos
Eles têm a mesma parcela de responsabilidade e não nascem sabendo tudo sobre sexo, como muitos pensam.