Câncer de mama (Reprodução)
A pandemia do novo coronavírus acendeu um alerta mundial sobre nossa saúde. Se antes, no meio da correria, a gente não parava nem diante de uma gripe, o coronavírus nos fez repensar nossa rotina e o modo como estávamos lidando com nosso corpo. É hora sim de rever hábitos e, quem sabe, conseguir sair da quarentena mais consciente de que devemos prestar atenção aos sinais que o nosso organismo nos manda.
E é justamente este repensar que também pede a data 28 de maio, Dia Internacional pela Luta da Saúde da Mulher. Criada para dar visibilidade aos problemas mais comuns de saúde feminina, o marco ressalta os cuidados com doenças como câncer de mama e no colo do útero, endometriose, infecção urinária, depressão, fibromialgia e obesidade. Enfermidades que se agravam com a dupla jornada enfrentadas por grande parte das mulheres brasileiras, que acabam influenciando na falta de prevenção e adiamento de exames fundamentais.
Com isso em mente, separamos conteúdos sobre algumas das principais doenças que afetam as mulheres e que valem a pena entrar no seu calendário de exames anuais:
Ainda que seja uma doença amplamente divulgada em campanhas de conscientização midiáticas, o câncer de mama continua sendo o segundo mais recorrente em mulheres no mundo todo. De acordo com o Ministério da Saúde, 28% dos casos novos de câncer em pessoas do sexo feminino é deste tipo. Daí a importância, de novo, de conhecer o próprio corpo.
Para a detecção precoce da doença e aumento das chances de tratamento e cura, é fundamental estar atenta aos sinais nas mamas e realizar periodicamente o autoexame. Diante de qualquer sinal, o ideal é pontuar o quanto antes seu ginecologista para que sejam tomadas as medidas necessárias, como mamografia, punção e biópsia.
Endometriose (Reprodução)
Apesar de ter estudos que datam 1860, a endometriose está frequentemente ligada a um problema da mulher pós-século 20, já que tem ligações com o estresse, ansiedade e fatores genéticos.
É comum o diagnóstico ser tardio, já que é uma doença silenciosa, ainda que causadora de dores fortes ao menstruar e, em alguns casos, ao ter relações sexuais. E apesar de não ser rara, cerca de 10 a 15% das mulheres têm, a endometriose pode sim causar infertilidade.
De causas desconhecidas, a principal característica da doença é uma dor crônica em vários pontos do corpo, além de gerar fadiga, problemas de sono e alterações de humor. Começa nas articulações e migra pelo organismo, sendo que 90% dos casos ocorrem em mulheres na faixa dos 35 a 50 anos. Hoje em dia, associa-se a baixos níveis de serotonina e desequilíbrios hormonais, acentuados por tensão e estresse.
Dores no corpo (Reprodução)
É necessário falar sobre a saúde mental da mulher, aqui num recorte específico da maternidade. Sobrecarregada, sob fortes demandas de planejamento e gerenciamento da vida familiar e profissional, sem ter com quem dividir as tarefas, é cada vez mais frequente que esta mãe desenvolva quadros de depressão, crises de ansiedade e outros transtornos.
E na pandemia, o cenário ficou ainda mais grave. É preciso repensar como aliviar a carga mental desta pessoa, tendo em vista de que não depende só dela, mas dos indivíduos ao redor. É OK pedir ajuda, é preciso diminuir expectativas e valorizar momentos de autocuidado, além de procurar auxílio profissional.
Depressão (Reprodução)
Sim, se você tem uma vida sexual ativa, as infecções sexualmente transmissíveis fazem parte da sua vida. Não importa o seu estado civil ou se está gestando, todas as mulheres correm o risco de contrair uma destas enfermidades. As mais comuns são HPV, clamídia, sífilis, gonorreia, herpes, candidíase, hepatite B e HIV. A prevenção, você já sabe: não abrir mão do preservativo, ter diálogo franco com o parceiro(a), tirar dúvidas com seu ginecologista e testar sempre que surgir a dúvida.
Preservativo (Reprodução)