A depressão acomete crianças, adultos e idosos. Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde há mais de 260 milhões de pessoas de todas as idade, com esse transtorno no mundo, e de modo geral a depressão pode surgir por fatores de risco ligado à família, estresse grave, conflitos, alcoolismo, uso de drogas, entre outros, assim concluo que a depressão é resultante de vivência de traumas ou bloqueios.
Nesta doença há a presença de tristeza ou perda do interesse, levando a pessoa a uma variedade de sintomas físicos e comportamentais, tais como: alteração do sono, perda de energia, baixa autoestima e baixa concentração, alteração do apetite e do sono, dor crônica, fadiga.
Também é presente o sentimento de inutilidade, oscilação de humor, pensamentos ruminantes, às vezes com pensamentos de morte ou ideação suicida.
Existe também a Depressão Maior, que uma doença psiquiátrica muito séria e que afeta muitas pessoas no Brasil e no mundo, e seus sintomas podem ser leves, moderados ou graves e afeta tanto o físico quanto o emocional. Porém, é uma condição tratável, e o tratamento envolve na maioria dos casos uma combinação de medicamentos, psicoterapia e exercícios físicos.
Quando se trata da depressão Bipolar, a pessoa apresenta um quadro de depressão maior, acompanhada de baixa energia, perda do interesse e outras vezes episódios de mania euforia, insônia, perda do contato com a realidade, entre outros sintomas.
Muito comum também, tem sido a depressão Pós Parto, que constitui um estado em que a mãe, após o nascimento do filho, passa a sentir tristeza intensa. Apresenta extrema irritabilidade, melancolia, cansaço e desesperança, além de que se sente confusa. Esse quadro depressivo pode piorar e tornar-se uma psicose pós-parto, onde há o afastamento entre a mãe e o bebê e há uma quebra do vínculo entre ambos, a mãe perde o interesse pelo filho e recusa-se a amamentá- lo. É um quadro que dura mais ou menos quatro semanas.
Mais grave é o quadro de depressão Atípica, que se designa por um estado de profunda depressão interna. A pessoa portadora apresenta variação de humor, ou seja reatividade de humor, não tem crises de choro, não se isola socialmente e nem demonstra desinteresse, no entanto vive insatisfeita consigo mesmo, ganha peso por excesso de apetite, apresenta sensação de rejeição, é sensível a críticas e apresenta sonolência.
Em meio a estas condições costumo afirmar que todos nós somos a soma de tudo o que vivenciamos até então. Em determinado momento de nossa vida, vivemos situações que podem nos causar traumas, bloqueios ou conflitos porque não conseguimos resolver e trazermos muitas vezes essas dores no inconsciente.
A busca pela psicoterapia é uma ferramenta indispensável para o tratamento e redução do sofrimento. ajudando a pessoa a lidar com suas dificuldades, a vencer padrões nocivos de comportamentos, a solucionar conflitos e a eliminar pensamentos negativos. Enfim, através de técnicas psicoterápicas podemos transformar padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos em novos e adequados padrões de vida, ou seja, revivenciando os traumas ou conflitos desde a origem dos sintomas. Tornando-a consciente, haverá a tomada de uma nova decisão para a vida. Se resolvido o conflito, vem a cura da depressão.
A família é primordial no tratamento de qualquer doença, especialmente no tratamento da depressão, que é um distúrbio afetivo, e também a presença de amigos se torna fundamental. Observamos que todos que se envolvem na ajuda de uma pessoa depressiva devem atuar sendo apoio, respeitando seus limites, para que ela se sinta amada, tendo paciência ante as negativas, incluindo-a sempre que possível - o que é importante para todos.
Não a julgue nem a culpe, entenda que o sofrimento de uma pessoa depressiva é muito profundo, não o reforce, traga-a novamente à vida.
Confira o artigo publicado na edição
nº 99
da revista Rara Gente:
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