Saúde e Bem estar

Campanha escancara violência doméstica durante quarentena

O vídeo tornou-se um viral e narrou a história de muitas mulheres que estão isoladas com seus agressores.

Bruna Taiski
19/05/20 às 14h50
Reprodução

Uma reunião em videochamada de uma empresa, aparentemente corriqueira, é o cenário de uma campanha do Instituto Maria da Penha (IMP) sobre violência doméstica durante a quarentena. Esse tipo de crime aumentou em até 50% em alguns estados brasileiros no período da pandemia do novo coronavírus, sendo que a maioria dos casos aconteceu dentro de casa.

No vídeo, um encontro matinal da equipe é interrompido após uma das funcionárias, a personagem fictícia Carla, aparecer muito maquiada às 10h da manhã e relatar para a colega de trabalho, Mariana, que foi agredida fisicamente pelo companheiro. Ao saber da situação, ela chama a polícia para salvar a amiga.

Depois de 10 minutos, Carla atende o interfone e avisa o agressor que chegou uma encomenda para ele. Quando ele sai da casa, Mariana grita: “Tranca, tranca! Amiga, já tranca, não perde tempo! Tranca tudo! A polícia chegou?”. Imediatamente, a vítima levanta, fecha a porta e volta ao vídeo da ligação, chorando.

A história narrada representa a mesma de muitas mulheres no Brasil e no mundo que estão isoladas com seus agressores dentro de casa, em situação de extrema vulnerabilidade. Em meio às restrições de circulação, a denúncia desse tipo de crime acaba sendo ainda menos frequente.

O vídeo “Call” foi criado pelo Instituto Maria da Penha, em parceria com as agências de publicidade F.biz e Vetor Zero, e faz parte de uma campanha da organização para conscientizar as mulheres vítimas de violência e também as pessoas ao redor, que podem vir a se tornar uma rede de apoio a quem precisa.

“E quem não está em situação de risco, fique atento aos sinais. Podemos resgatar amigas, colegas e familiares deste tipo de relacionamento, que não distingue cor, idade ou classe social” ressalta o texto da iniciativa. “Peça ajuda”, diz a ação ao divulgar canais de denúncia como o 190, da Polícia Civil, e o Disque 180.

Veja o vídeo

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