A ansiedade, segundo definições científicas, é uma resposta emocional normal a situações percebidas como desafiadoras, perigosas ou incertas. É uma sensação de apreensão, nervosismo, inquietação ou medo em relação a um evento que está por vir, ou a uma situação percebida como ameaçadora.
A ansiedade pode ser experimentada em diferentes graus de intensidade e duração, variando de um sentimento leve e passageiro de preocupação até um estado intenso e persistente que pode afetar significativamente a vida cotidiana de uma pessoa. Em alguns casos, a ansiedade pode se tornar um transtorno de ansiedade, que é uma condição médica diagnosticável que requer tratamento específico.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS, estima-se que cerca de 275 milhões de pessoas em todo o mundo tenham transtornos de ansiedade. Isso representa cerca de 3,6% da população global.
No Brasil, não existem dados precisos sobre a prevalência de transtornos de ansiedade na população geral. No entanto, um estudo publicado em 2020 pela Revista Brasileira de Psiquiatria estimou que cerca de 9,3% dos brasileiros sofrem de algum tipo de transtorno de ansiedade. Em seguida temos Paraguai 7,6%, Noruega 7,4%, Nova Zelândia 7,3% e Austrália 7%.
Os transtornos de ansiedade mais comuns no Brasil são o Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG, o transtorno do pânico e a fobia social. É importante lembrar que esses números podem variar dependendo da fonte e do método de pesquisa utilizado para avaliar a prevalência dos transtornos de ansiedade.
Entendemos, então, que a ansiedade altera a nossa vida cada vez mais intensamente, pois recebemos cobranças diárias provenientes da sociedade em que vivemos. Há a necessidade de estar bem, produzir bastante durante a vida, alcançar patamares sociais, financeiros, cada vez mais altos. Nem todos têm a mesma propensão de atingir os objetivos que conhecemos, mas ainda estamos falando de uma maioria em geral.
Estudar no melhor colégio da cidade ou do bairro exige dedicação da criança ou do adolescente para conseguir a melhor vaga em uma universidade conceituada. Isso leva muitas vezes ao cansaço excessivo, ao estresse e à ansiedade para se atingir esses objetivos.
Ocupar cargos de responsabilidade também podem esgotar física e emocionalmente as pessoas, principalmente quando não se relacionam muito bem com a atividade ou com os colegas de trabalho.
A maternidade ainda é um assunto que traz muitas reflexões, principalmente quando se diz respeito ao papel de mãe que a mulher passa a ocupar, às vezes sem preparo emocional ou condições econômicas, inclusive quando torna-se mãe sem a presença de outra pessoa que possa dividir com ela as novas tarefas cotidianas.
A melhor idade ou terceira idade, como se queira definir a velhice, traz mudanças impensadas pelas pessoas quando estão em plena atividade. Com o passar do tempo, percebe-se que a perspectiva ou a forma de ver o mundo se altera significativamente e exige novas tomadas de decisão, como morar sozinha, a falta de companhia dos filhos, a falta de trabalho constante. Junto a isso estão as mudanças físicas, pois o corpo passa a não corresponder às expectativas de cada um.
Essas etapas vividas por um grande número de pessoas levam a processos físicos e mentais que resultam em problemas de saúde. Aqui estamos falando de ansiedade, um problema que afeta muitas pessoas em graus diferentes, no mundo de hoje e em todos os lugares do planeta.
Vamos ver como a ansiedade é percebida nas diferentes fases de vida e como se apresenta na maioria dos casos para tentarmos nos distanciar delas. Importante observar nossas atitudes e as das pessoas que nos cercam.
A ansiedade na infância é um problema comum que afeta muitas crianças em todo o mundo. As crianças podem sentir ansiedade em várias situações, como ir para a escola, fazer novos amigos, falar em público ou ficar longe dos pais.
Algumas das causas comuns de ansiedade na infância incluem mudanças significativas na vida da criança, como mudança de escola ou de casa, conflitos familiares, traumas e experiências negativas, problemas de saúde mental
"OS PAIS E CUIDADORES PODEM AJUDAR AS CRIANÇAS A LIDAR COM A ANSIEDADE POR MEIO DE TÉCNICAS”.
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