Nos últimos anos, as prateleiras dos supermercados foram invadidas por uma nova categoria de produtos: iogurtes, pães, biscoitos e até cafés com adição extra de proteína. A pergunta que fica é:
estamos diante de uma revolução nutricional ou de uma estratégia de mercado que se aproveita do deseio por saúde e boa forma?
Especialistas alertam que, apesar da importância das proteínas, o consumo indiscriminado pode ser ineficaz e até prejudicial.
Para que serve a proteína?
As proteínas são macromoléculas essenciais para o organismo, atuando na construção e reparação de tecidos musculares, produção de hormônios e enzimas, fortalecimento do sistema imunológico e a promoção de saciedade e controle do apetite.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 0,8 grama de proteína por quilo de peso para adultos saudáveis – o equivalente a cerca de 56g para uma pessoa de 70kg. Essa necessidade pode ser suprida com uma alimentação balanceada, incluindo fontes como carnes magras, ovos, leguminosas, como feijão e lentilha, grãos integrais e laticínios.
Por que tantos produtos "proteicos"?
A explosão de alimentos enriquecidos com proteína está associada ao crescimento da cultura fitness, com a busca por corpos musculosos e definidos aumentou a demanda por nutrientes que suportem o ganho de massa muscular.
As empresas investem na ideia de que
"mais proteína = mais saúde"
e a conveniência pelos produtos prontos que atendem à demanda por praticidade.
O consumo além do necessário,comum entre quem ingere múltiplos produtos proteicos sem orientação, pode:
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Sobrecarregar os rins, potencializando riscos para pessoas com predisposição a doenças renais;
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Causar ganho de peso, já o excesso de calorias (proteínas incluídas) vira estoque de gordura;
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Desequilibrar a dieta, reduzindo a diversidade de nutrientes.
Quem se beneficia da suplementação?
Grupos específicos podem precisar de suplementação proteica, como atletas de alto rendimento, os idosos, para prevenir sarcopenia, a perda muscular e os pacientes em recuperação pós-cirúrgica, veganos restritos, aqueles com dificuldade de atingir a meta proteica.
Para a maioria das pessoas, porém, uma alimentação variada já é suficiente.
O exagero pode ser percebido pelo consumo de múltiplos produtos proteicos por dia sem necessidade comprovada. A substituição de refeições por shakes ou barras regularmente, além de ignorar fontes naturais de proteína em favor de industrializados como alerta.