Um estudo realizado pelo Instituto Locomotiva em parceria com o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) traz um alerta preocupante: 57% das brasileiras não sabem que o HPV é a principal causa do câncer de colo de útero. Esse número é o equivalente a 6 em cada 10 mulheres, conforme o divulgado pela Veja Saúde.
Ainda segundo as informações da pesquisa, 82% das entrevistadas não dominam informações básicas sobre o vírus, o que torna o dado ainda mais alarmante.
Diante deste cenário de desinformação, entender o que é o HPV e como se prevenir torna-se fundamental para salvar vidas. Por isso, a Gente preparou um conteúdo para você se inteirar sobre o assunto.
O Papilomavírus Humano (HPV) integra o grupo de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e possui mais de 200 variações. Quase a totalidade dos casos de câncer de colo do útero está relacionada a esse vírus, sendo que apenas dois tipos (16 e 18) são responsáveis por 70% desses casos.
De acordo com o Ministério da Saúde, este câncer é o terceiro mais frequente entre as mulheres brasileiras e a quarta causa de morte por câncer na população feminina. Estima-se que 70% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus em algum momento da vida.
A combinação de vacinação e exames de rotina é a forma mais eficaz de combater as consequências do HPV.
1.Vacinação:
No SUS, a vacina está disponível para meninas e meninos de 9 a 14 anos, assim como para pessoas vivendo com HIV, transplantadas e pacientes oncológicos, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) entre 15 e 45 anos, e pacientes com papilomatose respiratória recorrente.
Pela rede privada, a vacina está disponível para qualquer pessoa a partir dos 9 anos.
2.Exames de rotina:
As mulheres precisam realizar periodicamente o exame Papanicolau, essencial para a detecção precoce de alterações. Enquanto os homens devem manter consultas regulares com urologista para avaliação preventiva.
A vacina oferece dupla proteção, a prevenção direta, que protege contra os tipos de HPV mais associados ao câncer, e a proteção indireta, responsável por contribuir para a redução da transmissão do vírus na comunidade, criando o que os especialistas chamam de "proteção coletiva".
Vale destacar que a vacina mantém sua eficácia mesmo para quem já iniciou a vida sexual, pois pode proteger contra tipos do vírus com os quais a pessoa ainda não teve contato.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece toda a linha de cuidado: desde prevenção com atendimentos ambulatoriais e vacinas até o tratamento da doença. A conscientização sobre o HPV e suas formas de prevenção não é apenas uma questão de saúde individual, mas um compromisso coletivo com a vida de milhares de mulheres.