Até o início de agosto, o Brasil registrava 24 casos confirmados de sarampo, sendo 23 no estado de São Paulo e 1 no Rio de Janeiro. Parte desses casos foi trazida do exterior, em um momento em que a doença também avança em outros países das Américas.
A boa notícia é que o Brasil ainda mantém o certificado de país livre da circulação endêmica do sarampo, e os casos identificados estão sendo rastreados e contidos. Mas especialistas alertam: o vírus é extremamente contagioso, e a vacinação é a principal forma de impedir que ele volte a circular.
Desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, em 3 de agosto, até o último sábado (15), a capital paulista aplicou mais de 1 milhão de doses de vacinas em toda a cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo, foram:
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795.418 doses contra o sarampo
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252.382 de outros imunizantes
"Os resultados alcançados nessas duas semanas reforçam a importância de manter a caderneta atualizada e aproveitar a oportunidade para colocar a vacinação em dia. A imunização é a principal estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças imunopreveníveis", afirma a secretaria.
Na capital, foram confirmados 20 casos de sarampo neste ano. Outros 376 estão em investigação e 275 foram descartados. Não há registro de mortes pela doença.
O que é o sarampo e como ele é transmitido?
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Apesar dos avanços significativos no controle e prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização.
Transmissão: ocorre de pessoa para pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
A transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.