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Tchau estresse financeiro! Economista ensina a lidar com finanças pessoais sem dor de cabeça e stress

Aprenda a blindar-se das crises financeiras e seus problemas psicológicos

Bruna Taiski
21/05/21 às 09h00

Não importa para que lado você olhe, a ansiedade financeira parece o novo mal do século. Quando essa ansiedade começa a afetar sua saúde e lhe tira as noites de sono - ou até mesmo prejudica o seu desempenho no trabalho - está na hora de agir e procurar maneiras de combatê-la.

Responsabilizar-se 100% pelo seu futuro financeiro pode assustar – e muito! As circunstâncias da vida mudam; o mercado de trabalho, por muitas vezes é incerto e não é todo mundo que entende de investimentos e aplicações.

Uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Psicologia descobriu que 67% das pessoas são extremamente ansiosas quando o assunto é ‘finanças’ – principalmente, no que diz respeito a manter o saldo no azul.

Se você sente essa pressão mensalmente, respire fundo! A Gente lhe ajuda a lidar com a ansiedade financeira de modo ativo, evitando que ela tome conta de sua vida — e das suas noites de sono.

NO VERMELHO 

A ansiedade financeira resulta de um sentimento de medo ou de incapacidade de lidar com situações financeiras futuras: pagar contas, realizar planos, aposentar-se com dignidade, dar estudo aos filhos, manter o padrão de vida. É aquela preocupação que todos nós já sentimos um dia.

Dada a importância que o poder, o sucesso e a segurança financeira assumiram na sociedade moderna, essa apreensão acaba atingindo outros aspectos de nossas vidas, prejudicando além da saúde física. De acordo com o Economista Roberto de Moraes, o estresse financeiro destrói a saúde, diminui a produtividade do empregado, abala o casamento, as amizades e os contatos familiares.

“A crise financeira está associada ao medo de não ser capaz de sustentar as necessidades financeiras básicas; à impossibilidade de ter o mesmo padrão de vida e à baixa autoestima devido ao distanciamento social”. 

“Os principais problemas psicológicos que acometem as pessoas durante as crises financeiras são: o aumento da ansiedade; dos sintomas depressivos; do estresse; do uso de álcool e, até, o suicídio” – completa.

Todos estes sintomas estão presentes nas crises; mas, não podem ser considerados resultados somente delas, pois dependem da estrutura psicológica de cada um. “Pessoas com crenças pessoais negativas tendem a ter a recidiva de depressão e de sintomas de ansiedade frente às instabilidades do ambiente”.

O problema da ansiedade financeira está no modo como ela se infiltra na vida até que, quando percebemos, já estamos refém dela. De fato, não há uma cura imediata e nem mesmo um medicamento que possa eliminar esse ponto problemático. Porém, há maneiras de combatê-lo e diminuir os efeitos que ele provoca.

Para lidar com a ansiedade, é fundamental deixar de lado um posicionamento passivo. Enquanto você permanecer tentando conviver com o problema, sem, de fato, ter estratégias concretas para lutar contra, ele ganhará força e se transformará em algo mais grave. Então, em vez de perder dias e noites por causa da ansiedade financeira, pensando em cenários em que perde o emprego ou não consegue pagar suas contas, tente tomar medidas para que nada disso aconteça.

GERAÇÃO ANSIOSA

Os jovens de hoje não aguentam esperar. Terminou a faculdade? Tem de fazer sucesso e ganhar muito bem já no mês seguinte. Se não for assim, a troca de emprego é imediata. Nada de fazer carreira na mesma empresa a vida inteira, nem pensar em esperar um pouco para ver se a situação financeira melhora. Começar por baixo e ir subindo, degrau por degrau? Isso é coisa do passado. Tem de dar certo já... E... Se não der, é frustração na certa. A geração que está na casa dos 20 e poucos anos troca de emprego, de casa, de cidade ou de país - enfim, de tudo - com uma rapidez impressionante. Não se prende a quase nada. Isso é bom ou ruim? Depende.

“A economia é regida por expectativas. Quando as coisas estão indo bem, as pessoas têm mais disposição para consumir; para fazer planos e realizar sonhos - assim como as empresas têm mais disposição para tomar riscos, fazer investimentos e gerar empregos” - afirma o economista.

O motivo dessa ansiedade se deve, em parte, às postagens que se multiplicam em redes como Instagram e Facebook, nas quais as pessoas sempre se mostram em situações felizes, como viagens, festas e compras. Os Millennials são bombardeados por vidas esplendorosas. É a pressão da vida perfeita.

“Dado tudo isso, é natural o atual estado de ansiedade e desânimo do cidadão brasileiro; principalmente, os jovens, que estão prestes a entrar no mercado de trabalho. A grande expectativa recai sobre o novo governo federal eleito que, se conseguir aprovar as reformas estruturais que o país precisa, poderá retomar o crescimento econômico”.

Existem ferramentas muito simples para manter as finanças pessoais em controle. A mais direta é a criação de uma planilha em Excel, ou similares, para controle financeiro. Um dos blogs mais acessados do Brasil, sobre o tema, é o “Guia Bolso”. Lá, existem dicas diárias que vão desde investimentos, administração de salários e patrimônio.

No Youtube, existem diversos canais dedicados a dar dicas de finanças e investimentos. Fica o destaque para o canal “Me Poupe” - de Nathália Arcuri. O canal mais popular sobre o tema no Brasil.

TCHAU DÍVIDAS!

A ansiedade se alimenta dos problemas e de todos os pontos que parecem frágeis em sua vida. Então, qual a melhor maneira de evitar que ela avance? Conforme Roberto, o primeiro passo é ter cautela com as finanças, diminuindo gastos supérfluos, por exemplo.  “Contudo, é importante que não seja uma mudança muito brusca - para preservação da estabilidade psicológica”.

Por mais irônico que possa parecer, enxergar aquilo que você conquistou - e o que ainda tem - é também uma maneira de focar melhor o presente. Afinal, enquanto se está excessivamente preocupado com o futuro, você não consegue agir no presente.

“A principal sugestão é procurar lembrar-se de suas próprias características pessoais; de que as crises passam - e que sempre haverá uma nova forma de vida que surgirá; ou seja, a paciência e a criatividade são as melhores condutas nos momentos de grande turbulência”.

Não sabe por onde começar? O economista listou algumas dicas essenciais. Que tal também compartilhar essas dicas com seus amigos e familiares e ajudá-los a combater esse mal que tem afetado tantas vidas?

Principais estratégias para as pessoas...

·  Que estão endividadas;

Diminuir gastos; renegociar as dívidas, solicitando mais prazo e parcelas menores - se preciso for.

·  Que fizeram grande investimento e estão inseguras;

Ter em mente que o retorno deste investimento pode se estender, ou até mesmo nunca chegar. E que isso, faz parte do risco inerente a qualquer investimento. O importante é ter a consciência tranquila de que você deu o seu melhor; se errou, que seja um erro rápido e não desista.

·  Que foram demitidas ou estão desempregadas;

Aproveite estas situações para refletir, olhar à sua volta - o todo - com calma, procurando enxergar possíveis oportunidades. Quando avistar alguma, agarre-a.

·  Que perderam a noção dos gastos.

É essencial, para que você gerencie seus gastos, a tabulação e o controle dos mesmos. Hoje, existem centenas de aplicativos que lhe ajudam com essa tarefa, como por exemplo:

·  Minhas Economias;

·  Guia Bolso;

·  Zero Paper;

·  E os próprios aplicativos de alguns bancos. Não deixe de utilizá-los. O tempo é o seu bem mais precioso e é ele que você dispõe enquanto trabalha; valorize-o e valorize os recursos que obtém através dele.

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