São muitas as razões pelas quais o trabalhador brasileiro decide empreender. Seja por dificuldades em se colocar no mercado de trabalho ou mesmo a vontade de ter mais controle sobre a própria rotina e mais oportunidades de ganhos. Muitas pessoas começam nessa jornada por meio das micro, pequenas e médias empresas, ou MPME’s.
Atualmente, uma grande parte das famílias brasileiras está intimamente ligada a esse setor da economia, seja como empreendedor ou consumidor, algo que no Mato Grosso do Sul e em Três Lagoas não é diferente.
Fundamentais tanto para a geração de empregos, quanto para o crescimento econômico, as micro e pequenas empresas sozinhas são responsáveis por quase um terço do PIB brasileiro. São 99% de todos os empreendimentos criados no Brasil e, mesmo após os desafios trazidos pela pandemia do COVID-19, sua importância econômica e social continua crescendo. Segundo levantamento feito pelo Sebrae, cerca de 72% dos empregos gerados no primeiro semestre de 2022, em todo o território nacional, estavam concentrados neste segmento.
Em 2023, o Brasil teve 1,2 milhão de empregos gerados, dos quais 71% (825,4 mil) estão nos pequenos negócios. Posicionados majoritariamente no setor de serviços, esses negócios estão organicamente participando da economia de praticamente todos os bairros ao redor do país e a cada ano tomam mais importância, contratam mais funcionários e aquecem a economia tanto local quanto nacional. Elas também participam como agentes de diminuição das desigualdades sociais e inovação do país.
EM 2023, O BRASIL TEVE 1,2 MILHÃO DE EMPREGOS GERADOS, DOS QUAIS 71% (825,4 MIL) ESTÃO NOS PEQUENOS NEGÓCIOS
Em Três Lagoas, mesmo havendo um alto número de postos de trabalho gerados pela indústria e por grandes empresas, 60,9% dos empregos em 2021, segundo dado do Sebrae, eram de micro, pequenas ou médias empresas.
Por meio do empreendedorismo, muitos conseguem sair da informalidade e adquirir sua independência financeira, além do sustento de suas famílias. Sua dinamicidade, adaptabilidade e resiliência são muito importantes. Nesses empreendimentos, desenvolvem-se novos modelos de negócios, criam-se novos produtos, serviços, modelos de marketing, processos produtivos e até mesmo tecnologias.
Isso porque, ao deparar-se com novos desafios, os pequenos e médios empreendedores descobrem novas soluções criativas para as demandas que existem no cotidiano do consumidor. Sua proximidade com as necessidades diárias do público é um fator importante nesse sentido.
No caso do Mato Grosso do Sul, sua atuação tem sido essencial. Foi levantado pelo Sebrae, com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED, que em 2022, especialmente as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 32.019 vagas formais de trabalho. Já as médias e grandes empresas - MGE geraram 6.465 postos.
Isso significa que nesse período as empresas menores geraram 79,4% do saldo de empregos regularizados.
"A nossa força motriz é sempre o pequeno negócio. 2022 foi mais um ano em que vemos comprovado em números a importância do segmento, 80% das vagas estão nas micro e pequenas empresas, isso também mostra a força do empreendedorismo. O emprego significa mais pessoas com renda, que compram do comércio e com isso reativam nossa economia”, considera o diretor de operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, para a Agência Sebrae de Notícias.
"SUA PROXIMIDADE COM AS NECESSIDADES DIÁRIAS DO PÚBLICO É UM FATOR IMPORTANTE".
A junta comercial de Mato Grosso do Sul – Jucems, aponta que a retomada da economia pós-pandemia no estado foi ainda mais positiva do que era esperado no auge da crise sanitária. As empresas ativas em todo o Estado saltaram de 299.040 em setembro de 2021 para 309.167 em janeiro de 2022. Campo Grande, Dourados e Três Lagoas concentram a maior parte das empresas ativas.
Uma microempresa é caracterizada por ter faturamento anual menor ou igual a R$ 360 mil, enquanto a de pequeno porte pode ser aquela que tem faturamento de até R$ 4,8 milhões. Já as de médio porte são divididas em dois grupos, um no intervalo de R$ 6 milhões a R$ 20 milhões, ou de R$ 20 milhões a R$ 50 milhões. As grandes empresas possuem faturamento de, no mínimo, R$ 50 milhões.
Esses números, quando analisados no contexto da geração de empregos e impacto na economia local, demonstram como empreender e manter girando a economia local por meio desses negócios é importante. Mesmo havendo enorme desigualdade de tamanho entre esses empreendimentos, as MPE’s continuam a beneficiar a economia nacional por meio da geração de trabalho, renda e novas soluções dentro da economia local.
Gostou desse conteúdo?
Siga a
@raragente
nas redes sociais e tenha acesso a melhor curadoria de moda, beleza, estilo de vida, saúde e cultura.