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Advogada por vocação

Após cursar pedagogia e atuar na área da educação, Rozana Gomes descobriu que nasceu para ser advogada. Relembre esta história inspiradora.

Da Redação
09/03/21 às 17h20

“Sou advogada por vocação”. Essa foi uma das frases ditas pela profissional, que atua no ramo trabalhista - Rozana O. Gomes Bernardes (OAB/MS 18688) - durante um bate-papo com a reportagem da Rara Gente em seu escritório. Entre suas qualidades, como profissional, o que também chama a atenção é o seu carisma, a sua fala forte - no sentido de segurança - e a simpatia. Mas, não fica por aí. Vamos contar um pouco da trajetória de sucesso de Rozana Gomes - que iniciou o curso de Direito na AMES, em 2009 e o concluiu em 2013.  Antes de ingressar no curso de Direito, Rozana já era graduada em Pedagogia e, inclusive, atuava na área da educação.

Porém, ela tinha o desejo de fazer um novo curso - e o Direito foi a sua opção, por se identificar com a graduação. Foi quando, em 2009 resolveu enfrentar o desafio de voltar para a faculdade. E, segundo ela, foi a melhor escolha da sua vida profissional.

De acordo com Rozana, quando iniciou o curso de Direito não sabia ao certo qual caminho seguiria; porém, bastaram alguns meses de aula para que descobrisse a sua paixão: advogar. Na época, ela acreditava que seria advogada criminal; porém, o futuro lhe reservava uma surpresa: atuar na área trabalhista. “Eu me lembro de que me limitei a ingressar no curso e pagar para ver o que aconteceria; mal sabia eu que estava tomando a melhor decisão de toda a minha vida” - destacou.

Mas, anos mais tarde, uma nova descoberta a faria se encontrar - de uma vez por todas - na carreira; foi após se formar que percebeu que a área trabalhista seria a sua escolha. E a escolha foi assertiva. “Eu adoro atuar nesse segmento; encontrei-me totalmente nele” - disse.  

 Na opinião de Rozana, vocação e engajamento são características muito humanas encontradas no Direito já que, o dia a dia do relaciona mento advogado-cliente - por mais formal que seja - ocorre entre pessoas, que têm sonhos, objetivos e problemas a serem resolvidos. “Eu atuo na área trabalhista; mas, o Direito pode nos conduzir a carreiras distintas; porém, em todas elas a busca é sempre a mesma. A advocacia é, antes de tudo, uma arte; é uma função social que desenvolvemos para o povo.... Para a comunidade. A arte de advogar requer destemor... Amor à profissão... Maestria... Abnegação... Disposição e talento” - pontuou.  

Para Rozana, ser advogado - assim como as demais carreiras jurídicas - é, acima de tudo, uma questão de vocação. Não se trata de um trabalho comum, no qual o profissional cumpre o “horário comercial” e depois vai para casa, deixando o trabalho para trás. “Ser advogado é estar sempre disposto e disponível; é se entregar, verdadeiramente, àquilo que faz - de corpo e alma; pois, aquelas folhas de papel representam a vida de um ser humano - de alguém que depende de você; alguém que depende de você como a última ou, até mesmo, a única esperança” - salientou.

Reforma trabalhista

Questionada sobre a Reforma Trabalhista - que passou por mudanças recentemente, com a Lei 13.467, de 13 de julho de 2017, em vigor desde novembro de 2017 - a advogada Rozana Gomes disse que a Reforma não alcançou duas das principais promessas feitas pelos defensores das mudanças: as que tratam da dinamização da economia e mais segurança jurídica.

“Classifico a insegurança jurídica como o ponto de maior insucesso da Reforma, já que ela tornou o acesso à Justiça do Trabalho mais caro e mais difícil. Por exemplo: agora, o trabalhador tem a obrigação de pagar honorários advocatícios entre 5% e 15% da indenização solicitada - caso perca a ação; isso o deixa com medo de entrar com uma ação e sair endividado. Prova disto é que foi registrada queda no número de ações trabalhistas desde que a Reforma entrou em vigor” - explicou.

Segundo o TST - Tribunal Superior do Trabalho - foi registrada queda de 45% no número de processos trabalhistas em relação a 2016 e 2017 - quando foram abertas 1,3 milhão de ações trabalhistas. Já neste ano, o número é bem inferior; foram abertos 766.387 processos trabalhistas.

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