Entrevista

Trajetórias de Sucesso: O legado Estrela D’alva

Sueide, Sonia, Patrick e Priscila somaram excelência ao legado de Joaquim e o resultado é uma ordem progressiva sem fim

Beatriz Rodas
17/07/18 às 12h50

Aos 65 anos ele pensou que conseguiria desacelerar a vida profissional e descans... Opa! Não foi desta vez. Não antes que a Gente registrasse “tim-tim por tim-tim” da trajetória de sucesso de Sueide Silva Torres – claro, somada ao legado do pai, à contribuição da família e à bagagem de dedicação e paixão que ele carrega desde o princípio de tudo.

Como tudo começou...

Há mais de 50 anos, em 1967, Joaquim Silva Torres [in memorian] – pai de Sueide – fundou a Joalheria e Relojoaria Estrela D’alva. No início, ainda não trabalhava com a parte ótica. Apaixonado por joias e excelente em suas confecções, o resultado foi lógico: contagiou o filho. “Eu faço manutenção de relógios desde meus 10 anos de idade. Meu pai sempre foi muito bom no que fazia; tinha mãos muito boas e eu cresci aprendendo com ele, a manusear joias e consertar relógios. Até hoje eu sou apaixonado por relógios. Apaixonado!”.

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Alguns anos depois, Joaquim fechou a joalheria daqui para abri-la em Paranaíba e Sueide mudou-se junto com a família. Lá conheceu Sonia Maria Pereira Torres (62), sua esposa, companheira de vida e de negócios. Em 1974 retornaram para Três Lagoas; mas, Sueide, apesar de saber como manusear joias e fazer alguns consertos, não trabalhava com o pai. Então Joaquim impôs: “Eu vou abrir a loja novamente, mas quero você trabalhando comigo. Quero você administrando a loja”.

Pronto. Formado em Ciências Contábeis e Economia, Sueide dominava – e domina até hoje – a parte administrativa e de finanças; porém, já tinha outro emprego e não queria sair do cargo de confiança que havia conquistado – afinal, lutamos tanto para alcançar nossos desejos que, quando ‘chegamos lá’, já nem imaginamos a possibilidade de sair da zona de conforto. Mas, não deu outra: a tentativa de conciliar os dois empregos o sobrecarregou e o companheirismo falou mais alto. Então, em 1983, Sueide tomou uma das decisões mais importantes de sua vida: saiu do emprego para trabalhar exclusivamente com o pai.

É de família!

Sabe aquela família unida; aquela em que aonde um vai o outro vai atrás? Assim é a família Torres – Sueide, Sonia e os filhos. Primeiro o pai influenciou o filho, até deixar de lado sua construção profissional para administrar a joalheria da família – caso de Sueide. Depois, o marido influencia a esposa, em meio à necessidade de uma parceira de confiança para gerenciar contatos com laboratórios, pedidos... E, por último, mas não menos importante, os pais influenciam os filhos.

O publicitário Patrick Pereira Torres (40) é o primogênito do casal e também escolheu a empresa da família à empresa que havia aberto na cidade. Hoje conduz a parte de marketing e laboratório de ótica. Priscila Pereira Torres (37), a caçula, fica na parte de vendas, funcionários, fornecedores, demandas... Essas são suas maiores atuações por lá. Sonia gerencia e é responsável pelo setor de relacionamento, contato comercial, receitas.

Sueide, claro, segue fazendo o que sabe de melhor: administrar tudo e ainda ter tempo para iniciativas filantrópicas e sociais. Além de viver em função da Estrela D’alva desde 1980, ainda é rotariano – o 3º mais antigo da instituição e já o presidiu também – presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Três Lagoas (Sindivarejo) e vice-presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio).

O legado

Seu Joaquim, fundador da Estrela D’alva, faleceu em 1999 ainda na ativa. Segundo Sueide, ele nunca parou de trabalhar. Fez o que amava até seus últimos dias de vida. Se seguirmos uma lógica social, junto com ele iria embora também a excelência e o trabalho ali depositados – por mais parecidas que as pessoas sejam, às vezes os sonhos não são compreendidos, nem levados em consideração. Mas, com a empresa foi bem diferente. O filho e a família, além de honrarem o legado do pai e avô, foram aperfeiçoando o que outrora já era bom.

Com o passar dos anos - e ao longo deste mais de meio século - Sueide aplicou a matemática ao empreendimento do pai e, hoje, sua empresa foi somando... Somando... Somando... E continua. A tradição não muda. Os clientes dos primórdios são os mesmos até hoje. Mas, a excelência no atendimento, na execução e no resultado que entregam segue sendo aperfeiçoada, até hoje, por quem está nos bastidores: a família Torres e as pessoas de sua total confiança.

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