Entrevista

"O importante é nos olharmos no espelho e falarmos ‘Nossa, que mulherão!”

No seu instagram @eupaulachacra, ela dá um show de empoderamento feminino.

Bruna Taiski
25/11/20 às 07h52

Paula Chacra, 23 anos, poderia ser só mais uma influenciadora digital no seu feed. Mas, por trás das selfies e dos tutoriais que posta em suas redes sociais, está uma mensagem muito importante: a da inclusão e representatividade de pessoas portadoras de deficiência, na indústria da moda e da beleza.
A influenciadora é referência quando se trata de moda e beleza inclusiva em Três Lagoas e região. No seu instagram @eupaulachacra, ela dá um show de empoderamento feminino, com dicas valiosas e troca de experiências sobre acessibilidade.

A influencer destaca que seu trabalho nas redes sociais é como qualquer outro, ele requer estudo, pesquisa e muita dedicação. “O mais importante nesta área é a dedicação. A verdadeira digital influencer trabalha com amor, acorda cedo e trabalha o dia todo”, completa.

"Nesse momento me achava ‘menos’ e chorava noites inteiras. Mas o que vale é o que sou hoje. A pessoa que eu mais amo na vida sou eu”.

Eu posso tudo

Criando makes impecáveis, montando looks estilosos que ao mesmo tempo transmitam sua personalidade, ela inspira e empodera outras mulheres com as mesmas necessidades que as suas.

“No meu Instagram também falo sobre empoderamento feminino da mulher cadeirante, lá tenho fotos sensuais, mas não para me exibir. Mas para falar que no meu corpo não falta nada - no sentido de dizer para as pessoas que acham que somos menos por isso. Eu me acho linda! O importante é nos olharmos no espelho e falar ‘Nossa, que mulherão!”.

Para ser tão alto astral e contagiante Paula também passou por dias difíceis, emocionada ela conta sobre a sua história antes de perceber a pessoa maravilhosa que é.

“A adolescência foi a fase onde mais sofri preconceito. Nesse momento me achava ‘menos’ e chorava noites inteiras. Mas o que vale é o que sou hoje. A pessoa que eu mais amo na vida sou eu”.

A influenciadora pontua que PcDs não são especiais, incapazes ou heróis: são pessoas com algum tipo de deficiência que querem levar uma vida autônoma e livre. “Agora estou realizando o sonho de ter meu cantinho e as pessoas perguntam ‘Como você vai limpar sua casa? Fazer sua comida?’ Quando nasci o médico me deu uma semana de vida - até me emociono em contar. Mas estou aqui, não é? Vivi vinte sete anos e não é agora que não darei conta de tocar a minha vida”.


“Eu cresci ouvindo ‘A Paula não pode isso, a Paula não pode aquilo’ ... Isso me irrita muito. Porque eu não posso? Nós podemos sim! É difícil? Muito! Mas todo dia é uma luta e é assim que finalmente chegamos até nossas conquistas”.

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