Entrevista

Momento nostálgico: Dez mulheres, com um, dois, três ou até quatro filhos e a certeza de que, com eles, elas são melhores

Relembre este lindo editorial das mães feito pela Gente em 2010.

Rara Gente
04/05/20 às 13h00
Adriana Sanches Barbosa, com Sarah, de 13 anos, Joaquim Pedro, de 09, Sophia, de 03, e Anna Isabel, de 01.

Ainda quando eram um feto, no ventre das avós, as mães já tinham cerca de cinco milhões de óvulos. Um deles iria resultar em você. Isto é biologia.

Mas falar do carinho de mãe é falar de algo que vai além do aqui e agora, que vai além da biologia, e segue para a vida inteira, para o antes, o agora e até mesmo para o depois e passa sempre pela emoção.

Mãe é a grande responsável pela existência. Já vêm com o pedacinho que vai gerar os filhos, nascem predestinadas para eles e são as pessoas que sonham com crianças correndo pela casa e depois carregam a esperança no ventre. São as pessoas que fazem a frieza da biologia se aquecer com o amor. Com seus corpos, sustentam a vida que luta para existir. Isto é carinho destas guardiãs do antes.

São elas que, felizes, gemem as dores do parto e que, insones, tiram mais uma vez o sustento do peito para fortalecer o pequeno bebê. São elas que cantam suaves canções de ninar, que ensinam palavrinhas doces para desenvolver o balbuciar da linguagem, que contam contos de fada para ensinar lições e princípios, e que entoam cirandas antigas para alegrar e socializar os pequenos.

Não é também a mãe que tem coragem de beijar em público, de fazer declarações apaixonadas, de brigar pela cria, de interceder junto a Deus pela segurança e saúde? Que ‘paga micos’ pelos filhos e não vê nenhum mal nisso?

E são elas que sorriem e choram, que brigam e acalentam, que ensinam e aprendem para ensinar, que mostram caminhos a seguir, que falam de espiritualidade, futuro, moral, que repreendem e acolhem, que cobram e fornecem. Isto é carinho, destas produtoras do hoje.

As mães são este emaranhado tão grande de atos carinhosos. E não o fazem só pelo tato, pelas sensações. O fazem pelo amanhã. Para o dia em que não mais estiverem por perto, os seus estejam preparados para gerar os que virão.

Neste editorial da edição 33 - ano 2010 - contamos casos, experiências e sentimentos de mulheres que encontraram na maternidade um sentido para ser. Conheça-as, identifique-se e reconheça: carinho de mãe, como aquele pequeno óvulo que vem lá de longe, repercute no sempre.

Veja na galeria as mães que participaram da edição 33 - 2010:

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