Entrevista

João Flávio - Disciplina e espiritualidade

Humildade, lealdade, sinceridade, caráter, respeito, dedicação e autocontrole - essas são as sete máximas, baseadas na filosofia do Kung Fu

Bruna Taiski
26/10/18 às 07h23

Humildade, lealdade, sinceridade, caráter, respeito, dedicação e autocontrole - essas são as sete máximas, baseadas na filosofia do Kung Fu - praticado há 24 anos por João Flávio Soares da Silva, de 38 anos. Criado pela avó - Deolinda Maria Soares, em Valparaíso - cresceu assistindo filmes de luta e se apaixonou pela modalidade em 1994, quando pisou - pela primeira vez - no tatame. 

“A tradição e o respeito são as maiores virtudes da cultura desta arte marcial. O Kung Fu está atrelado ao exercício da filosofia chinesa, na meditação e nos estudos. As pessoas pensam que a luta é algo agressivo; ela tem as suas vertentes - nós aprendemos muito sobre condicionamento e o autocontrole” - explica.

Nos anos de 1997 e 1998 recebeu o título de ‘Atleta do ano’ em sua categoria. Nove anos depois, tornou-se professor na Academia Luo Han Punhos do Sul - em Três Lagoas.Desde então, acumulou cerca de 42 medalhas e tem, em seu histórico, inúmeros campeonatos pelo Brasil.

Tamanha visibilidade deu a ele a oportunidade de carregar a Tocha Olímpica em Bataguassu - dos Jogos do Rio 2016. “Guardo esses momentos e as medalhas de segundo e terceiro lugar como se fossem de primeiro, porque eu lutei o meu máximo” - afirma.

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Família de sangue e laço

No início de sua carreira, dona Deolinda, bastante protetora, estava receosa com o neto praticando uma luta. “Ela sempre foi muito sistemática; utilizava a ‘disciplina’ - que era uma vara de goiabeira” – conta. Com o tempo, a avó entendeu sua paixão. João se lembra dela com saudade - Deolinda deixou este plano material em abril, aos 87 anos.

Ao falar sobre a família, ele nos conta que as lutas trouxeram mais do que medalhas e prêmios... Também o presentearam com a figura paterna que não teve em sua infância. “A presença e a imagem do meu professor – que nós chamamos de ‘Sihing’ – foram as de um pai. Vivo tentando fazer o melhor para todos que estão à minha volta e, tudo isso, veio do mestre Marco Aurélio”.

“Acredito que as melhores coisas que me aconteceram dentro desse mundo esportivo - e até mesmo social e familiar - foram por conta da arte marcial. Esse é meu presente” - finaliza.

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