O esporte é um poderoso instrumento de superação e integração, que mexe com o interior e exterior dos atletas, fazendo com que eles ultrapassem seus próprios limites. O funcionário público, Alex Martins Silva – 44 anos, participa das corridas desde 2016, antes de conhecer o esporte, descobriu ter uma hérnia de disco extrusa na lombar, que limitou a sua mobilidade. Mas ele não se intimidou e logo deu início a sua trajetória no esporte. “A qualidade de vida que o esporte te proporciona, independente de qual seja, é notória…Melhora a saúde, o humor e prolonga a vida com qualidade”.
Alex e os amigos ingressaram nas corridas em grande estilo, realizando um ‘batismo de fogo’ radical. “Não sabíamos exatamente o que e como era, mas resolvemos encarar! O batismo foi uma prova chamada IRON RACE - etapa noturna, organizada por policiais militares do grupo de operações especiais, e daí em diante, depois dessa prova, começamos a participar de todas que podíamos”.
Ele descreve todas as sensações durante uma prova, e nenhuma é sobre o cansaço. O espírito presente é: determinação. “A endorfina liberada quando você olha para trás e constata que conseguiu...Com certeza apaixona. E ainda, há o ambiente desse tipo de prova, em que as pessoas ficam assistindo, torcendo pelos outros sem conhecer, gritando palavras de incentivo, ajudando uns aos outros - a vibração é ímpar”.
“Tivemos a oportunidade de conhecer e conversar com pessoas que participaram atravessando lama, barro, transpondo muros, rastejando e são deficientes físicos. Como o Sr. Pimenta, por exemplo, diagnosticado com E.L.A. - Esclerose Lateral Amiotrófica - e que participa até hoje dessas provas, com a ajuda de pessoas carregando ele, levantando quando ele não consegue. Isso inspira no dia a dia... Sempre ajudar, mais do que competir”.
Quanto aos momentos mais marcantes do esporte, fica impossível elencar um só. “Em uma IRON RACE vimos uma moça que não tinha uma das pernas passando pela linha de chegada! Símbolo de superação. Em outra, um cadeirante passando pelas provas amarrado em sua cadeira de rodas para não cair, atravessando a lama com pessoas em volta ajudando-o”.
“E também quando resolvemos trazer esse tipo de modalidade para todos aqui da região, na corrida de obstáculos que aconteceu no ano passado, a Kveiras ocr. Organizamos com muito carinho e esforço, e quando os corredores terminavam, ouvíamos os elogios, víamos o rosto de alegria, de satisfação da galera, para nós foi muito importante e único”.