Este jogo atrai muitas pessoas pelos aspectos que envolvem: arte, esporte, ciência e cultura. Há muitas lições valiosas dentro de uma partida; lições que vão além dos aspectos técnicos - que incluem conhecimento de si e do comportamento das pessoas frente aos problemas... Estes são alguns dos ensinamentos do segundo esporte mais praticado no mundo: o xadrez.
Fernando Kawaminami Lopeze Hector Hugo Queiroz França – ambos com 17 anos – conhecem bem essa ligação mútua que o xadrez proporciona. Amigos e colegas de classe começaram a praticar aos oito anos e seguem dividindo a mesma paixão.
“Eu gosto de coisas que estimulem a mente e que me façam querer pensar ainda mais” – destaca Fernando.
“O xadrez me ajudou na escola também - com as provas, trabalhos e atividades” – completa Hector.
Juntos, venceram vários campeonatos – incluindo estaduais – e trouxeram para casa medalhas de prata, bronze e um troféu de ouro. De onde vêm tanta inspiração e motivação? Dos pais, é claro. “Quando eu estava aprendendo, meu pai era um mestre; eu sempre o achei incrível” – afirma Fernando.
Para eles, o xeque-mate é como um gol da vitória - comemorado com a mesma emoção e intensidade. “Lembro-me do meu primeiro campeonato - fiquei tão nervoso que achei que não iria conseguir nada... E ganhei minha primeira medalha” – recorda Hector.
“É uma sensação de realização porque nós percebemos que estamos sendo premiados por algo que amamos fazer” – descreve Fernando.
Antes de encerramos a entrevista, Fernando nos deixou uma mensagem de verdadeira empatia, destacando que todos deveriam ter a mesma oportunidade de acesso ao xadrez.
“Eu conheci gente que ia viajar para participar de jogos internacionais e simplesmente cortaram a verba. Acho que o estímulo no xadrez é um dos menores no nosso país e na nossa cidade também”.
“É uma pena - porque o xadrez desenvolve muito a capacidade das pessoas raciocinarem; os jovens – principalmente de famílias mais carentes - precisam deste estímulo” – finaliza.