Entrevista

Apaixonada pelo direito e pela maternidade

Com foco em conciliar e praticar um direito mais preventivo, advogada também procura priorizar o tempo de viver, ensinar e aprender com seus três filhos.

Ana Maria Barbosa - Rara Gente
02/04/25 às 13h30

Advogada desde 2013, quando concluiu a graduação pela Faculdade AEMS, Cristiane Mota conta que sempre quis exercer esta profissão e que boa parte desta vocação já podia ser sentida desde a infância. “Eu tomava partido nas brigas e defendia ou acusava os envolvidos”, relembra. Mesmo assim, seu caminho passou pelos cursos de Pedagogia e História, até o Direito chegar, definitivamente, em sua vida, “após muito sacrifício e determinação”.

Para Cristiane, a vida pessoal e profissional demandam firmes posicionamentos, diariamente. 

“Como sabiamente dizia Adélia Prado, nós, mulheres do direito, nascemos para levantar bandeiras. Por isso, todos os dias quando acordo, levanto a minha, seja ela de igualdade, de respeito, empatia ou solidariedade. A única coisa que realmente sei é que essas bandeiras nunca cessarão”.

Atualmente, Cristiane está cursando mestrado em Ciências Jurídicas e tem como meta conseguir trabalhar cada vez mais com um direito preventivo e menos contencioso, o que não deixa de ser também uma bandeira.

Advogada Cristiane Mota

“O direito preventivo é uma paixão, empolga porque tem a finalidade de antever e resolver possíveis problemas jurídicos, antes deles efetivamente acontecerem, evitando o processo judicial e seus transtornos para as partes. Antes, era só empresarial, mas tem crescido em outros campos, como civil, trabalhista e previdenciário. É muito comum nos Estados Unidos, mas tem se firmado no Brasil, com o empenho de muitos profissionais”, explica.

Um exemplo prático, segundo ela, seria o pacto nupcial, no qual o casal prevê todas as possibilidades, inclusive diante de uma separação. A ideia é que, se o problema realmente acontecer, os termos firmados anteriormente possam reduzir o risco da lide judicial.

Especialista em direito administrativo e direito civil, a profissional analisa que tem atuado de forma “ética por natureza, justa por caráter e fiel a Deus por amor”. Com este combo de características, tem consolidado sua carreira em Três Lagoas. Também frequenta congressos e cursos para se especializar e se preparar para as novas demandas da atualidade. 

E, se o direito é uma bandeira para ela, a maternidade, iniciada aos 20 anos de idade, seria algo além disso. Mãe de Lucas, de 19 anos, Fernando, de 15, e Isabela, de 9, a advogada se derrete ao falar deles. 

“Quero ser cada vez mais reconhecida pelo meu trabalho, mas sem perder a minha essência e a minha base, que são meus filhos e meu marido, Lair Thomé”. 

Cristiane afirma que sente muito orgulho pela forte união e senso de proteção entre os irmãos, principalmente quando o “ataque” é externo a eles. Isso, no entanto, não exclui a necessidade de ela exercer seus dons para conciliar os conflitos, já que surgem normalmente, principalmente devido à diferença de idade.

“Nada que uma mãe não consiga resolver com seu jeitinho. Sempre mostro, para um, o ponto de vista do outro. Quando penso em meus filhos, tenho a sensação de que a vida deu certo, que minha missão está cumprida. Se tivesse que escolher, minha escolha hoje, amanhã e sempre, seria o Lucas, o Fernando e a Isabela”, diz orgulhosa e carinhosamente, ressaltando que procura exercer seu amor de forma personalizada.

“Meu amor se manifesta da forma que cada um necessita” .

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