Entrevista

Alba Lessa - capa e representante das mulheres na Edição Especial

Uma história riquíssima em detalhes e extremamente inspiradora, episódios de preconceito e dificuldade na jornada; não é à toa que ela é a capa da nossa Edição Especial de Mulheres

Rara Gente - Beatriz Rodas
14/03/18 às 08h44
Eu, ali, disse a mim mesma que queria representar a Música Popular Brasileira. ‘Pronto... Vou cantar samba!’”. (Rara Gente)

Sentamos para a reunião de pauta da edição 80 e, em equipe, estávamos todos em êxtase: seria a octogésima edição da Revista e em pleno mês de março, mês das mulheres. Tínhamos que ~sair da casinha~.

Quando idealizamos o projeto de uma edição especial de mulheres, não foi fácil escolher quem seria nossa capa. Quem representaria à altura toda a força, a garra, o empoderamento, a sabedoria e todos os adjetivos que vêm à cabeça quando falamos de mulheres?

Daí resultou a nossa protagonista da vez: Alba Alessandra Gonçalves de Oliveira, musicista e abre-alas no quesito ‘representar as mulheres’. Chega de enrolação e vamos à sua história...

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Sonhos, determinação e amor... Uma trajetória marcada por essas três palavras. Desde o princípio, o que importou – e importa – a ela foi ser o que ela queria. O que amava. O que ela mesma esperava de si.

Ela é do tipo que resgata as dificuldades da vida em seu favor. Mulher que aprende em vez de sofrer. Mulher que inspira pessoas em vez de reclamar da vida. Mulher que não sobrevive sonhando, mas vive aquilo que sonha.

Como diz uma de suas músicas favoritas, do sambista João Nogueira: “O meu canto é uma missão, tem força de oração. E eu cumpro o meu dever. Aos que vivem a chorar, eu vivo para cantar e canto para viver”. Essa é Alba Alessandra Gonçalves de Oliveira, musicista e abre-alas no quesito ‘representar as mulheres’ – em voga nesta edição.

(Rara Gente)

Um palco... O microfone e... Ela

Alba sempre soube o que queria. O que ama de verdade. Aos 13 anos já cantava. Mas, é aquele velho caso – que acontece com quase todos os seres humanos – em que, quando gostamos muito de algo sempre vemos uma oportunidade de ir além - não nos conformamos em fazer pouco ou saber pouco sobre essa tal afinidade, tão evidente.

E ela comprova: “Eu sempre ouvi meu pai tocar; sempre fui apaixonada. Mas, eu quis levar o canto um pouco mais a sério; queria cantar em festivais. Só que eu não tinha pré-definido o que eu queria cantar. Eu só queria cantar”.

Na juventude, ela fez aulas de canto com uma pianista – e a define com a palavra “acolhedora” – que a ensinou muito sobre o mundo da música. Em 2005, aos 23 anos de idade, foi para Tatuí (SP) para estudar no Conservatório Dramático e Musical da cidade, pois queria levar os estudos mais a sério.

Ainda sem um norte certeiro de qual vertente da música escolheria, optou pelo canto erudito, mas não conseguiu passar. No ano seguinte escolheu o canto popular e passou – a vaga certeira para Alba - já que se identificava muito mais com o gênero popular brasileiro do que com qualquer outro.

“Até então, o que eu ouvia em casa era Benito de Paula, Alcione... Tudo muito limitado. O que dominava em casa eram as músicas internacionais. Em Tatuí eu pude beber muito da fonte, conhecer muito da Música Popular Brasileira e me apaixonei completamente. Desde o Maracatu, músicas trazidas pelos escravos e mescladas pelos portugueses, até ritmos mais marcantes na atualidade. Eu, ali, disse a mim mesma que queria representar a Música Popular Brasileira. ‘Pronto... Vou cantar samba!’”.

Hoje, aos 36 anos, Alba é dona de uma trajetória rica em muitas experiências - até mesmo fora do Brasil. Idas e vindas. Aprendendo, ensinando e sempre cantando.

Mas nem sempre ela esteve sozinha nos palcos. Em uma das fases de sua carreira ela já teve um sexteto de mulheres que tocavam de tudo – de tudo mesmo!

Apesar de apaixonada e fiel ao samba - seu ritmo do coração - a cantora se revela muito eclética e compreensiva com os gêneros musicais. “Apesar de estar no samba, existem muitos outros ritmos que eu gosto. Mas, o samba é a minha paixão. Então, eu estou no samba e não largo ele por nada” - reflete.

Confira mais sobre a vida e história de Alba na íntegra na Edição 80, já disponível nas bancas.

Onde encontrar?

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