Saúde e Bem estar

Existe idade para ser feliz?

Ser idoso está longe de ser sinônimo de levar uma vida mais triste. Veja o por quê:

Bruna Taiski
22/07/20 às 13h09
Reprodução

Você consegue se lembrar da primeira vez na vida em que expressou alegria, tristeza, medo ou raiva? Acredita-se que começamos a demonstrar o que sentimos por volta dos quatro meses de vida. Desde que nascemos até a velhice, passamos por um processo natural de desenvolvimento que envolve habilidades motoras, comportamentais, cognitivas, sociais, emocionais, entre outras.

Entretanto, embora tenhamos consciência das transformações físicas e mentais do envelhecimento — a pele enrugada, as falhas na memória , a fragilidade dos ossos — pouco se fala sobre as mudanças no campo das emoções. Será que passamos também por um envelhecimento emocional? 

Ao longo das diversas fases da vida experimentamos uma variedade de emoções. Na velhice isso não é diferente. Há um estigma que associa essa fase a sentimentos negativos. Sim, subsiste um forte preconceito de que ser idoso e ser feliz nem sempre caminham juntos. 

Comumente as pessoas tendem a conectar o envelhecimento emocional a sensações como temor, solidão e frustração. Questione os jovens ao seu redor, a maioria irá relatar sentimento de medo. Medo de doenças, da incapacidade, da perda da independência, da morte.

Mas a história não é bem assim. Nosso lado emocional parece se beneficiar com o avanço da idade. A pesquisa sobre o envelhecimento emocional, realizada pelo Departamento de Psicologia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, sugere que a maioria das pessoas costuma apresentar altos níveis de bem-estar e estabilidade psíquica quando chegam aos 70, 80 anos.

Conforme os pesquisadores, a soma das experiências emocionais adquiridas e a perspectiva de um fim de vida mais próximo podem tornar o ser humano mais positivo. Intrigante, não?

Positividade é descrita como um sentimento que regula as emoções e as ajusta de maneira a amplificar a felicidade. Está diretamente associada à qualidade de vida e, não à toa, tornou-se um dos principais indicadores de um envelhecimento bem-sucedido.

Com isso, as emoções positivas não só melhoram a qualidade de vida mas também acrescentam anos à nossa expectativa de vida. Mais um motivo para mudar a percepção de que envelhecer é algo ruim. A Gente já explicou que para chegar bem à velhice, é preciso cuidar da alimentação, praticar exercícios, dormir direito...Mas sem esquecer de um ativo tão importante quanto os outros: a gestão das emoções. Isso ganha ainda mais relevância em um mundo marcado pelo crescimento da ansiedade e da depressão.

Ok, mas como conseguir ser feliz? São tantas dúvidas, mas certamente não há uma fórmula.  Precisamos descobrir o que nos motiva e procurar cultivar atitudes que equilibrem o corpo, a mente e o espírito, mesmo diante das adversidades ou da finitude da vida. 

Ser feliz não tem a ver com a ausência de problemas - sejam eles de saúde ou não -. Significa sentir-se bem seja qual for a situação. Por isso encorajamos você a se permitir a olhar a velhice não como um fardo, mas como um incentivo para fazer do agora a oportunidade de ser feliz ainda hoje — e lá na frente! 

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