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A hora é agora! Dicas valiosas para aprender novos idiomas de forma divertida

Quer aprender mais do que o “What’s your name?”. Be cool! A Gente mostra que é possível e até divertido

Bruna Taiski
26/03/19 às 14h25

Todo mundo sabe que aprender outro idioma é importante. Mesmo quem nunca estudou outra língua reconhece a importância de saber se comunicar em, pelo menos, mais de um idioma. O que você não sabe é que aprender uma nova língua tem muitos benefícios - que vão além de dizer frases e aprender vocabulário. Se você está precisando de um empurrãozinho para aprender uma nova linguagem e se tornar bilíngue, keep reading! Com certeza, temos os motivos que faltam para você se aventurar em um novo aprendizado.

Conhecer o inglês, o espanhol, o francês, etc., não se limita apenas em saber como se comunicar. Junto, vem toda uma imersão cultural que faz parte daquela língua também. Costumes, maneiras, histórias diferentes... Tudo isso vem com o pacote do novo idioma. E isso torna a conexão com pessoas diferentes de você mais profunda. Você passa a entender melhor o outro. “Você não aprende só uma língua; você aprende uma nova cultura, agrega valores, expande um universo totalmente novo” - destaca a professora Maria Auxiliadora, mais conhecida como teacher Dora.

Sim... Estudos mostram que as crianças possuem vantagens em relação à capacidade de aprendizado de idiomas. Mas, isso não quer dizer que nós, jovens e adultos, devemos deixar de lado nossos objetivos de aprender inglês, italiano e, quem sabe, até chinês. É apenas uma questão de ‘mindset’. Se você quer aprender um idioma na fase adulta, um sotaque nativo pode ser mais trabalhoso de alcançar. Mas... Quem se importa?

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“Não é que não vá aprender; cada pessoa aprende no seu tempo. Tenho uma aluna de 75 anos que faz espanhol e um senhor de 50 e poucos anos que faz inglês; eles fazem no tempo deles. É claro! As preocupações do trabalho influenciam; a vida adulta exige mais de você - talvez seja isso que faz com que o adulto não aprenda mais rápido. Infelizmente, nós temos muito do ‘E se?’”.

As experiências prévias também não ficam no passado – como adulto, temos a “experiência do aprendizado” anterior. Pense nisso: na escola e na universidade aprendemos um monte de coisas e, mais tarde, a vida ensina várias habilidades adicionais, como trocar pneu, jardinagem, cuidar dos filhos, etc. Enquanto uma criança ainda não sabe como prefere aprender uma coisa nova, você tem a vantagem da experiência passada e pode escolher o melhor método que se adapte a você.

Help!

Certo. Mas, como escolher outro idioma? Antes de tomarmos qualquer decisão, devemos levantar as metas que queremos alcançar. Estas metas podem estar ligadas tanto ao âmbito pessoal, quanto ao profissional. Vejamos alguns dos fatores que podem influenciar em sua decisão:

Fatores Pessoais: conhecer novas culturas, aumentar a gama de amigos, viajar e fazer intercâmbio;

Fatores Profissionais: procura por um bom emprego, ascensão na carreira e desejo de trabalhar no exterior.

“Optar por uma língua que não seja inglês? Claro! É sempre uma opção. Se você tem dificuldades em inglês, por que não tentar o espanhol? É uma língua muito fácil para nós que somos latinos. Apesar de ser cheia de estruturas gramaticais na escrita - mais difíceis até que o português - para falar, nós somos bons, porque é parecido com a nossa língua nativa” – aconselha a teacher.

“O francês é uma língua que a gente opta por paixão. No caso profissional, não é muito viável, por que: onde você vai falar o francês a não ser na França? Isso tem de ser considerado”.

A dica da professora para escolher o melhor método e escola de idiomas, é ter feeling com as instituições, professores e pesquisar bem. “Primeiro, você tem de procurar a escola que você se identifica, pedir indicação de amigos e pesquisar; hoje, todas as escolas estão nas redes sociais. Entre nos perfis, pesquise sobre a escola, veja o que oferece, o diferencial dela, o custo benefício e faça uma visita”.

Ser fluente

Não consigo sair do “My name is”... E agora? Primeiro, tenha em mente que leva tempo para se tornar fluente. A tão sonhada e desejada fluência pode chegar em um ano, dois anos, três anos, dez anos... Tudo isso depende da sua dedicação e do contato com a língua.

“Existe uma expressão em inglês que diz: “No Pain, no gain” que significa: “sem dor, sem ganho” - ela representa isso. Não existe fluência sem dedicação; se não for para uma escola, estudar, ler, se dedicar todos os dias - seja por 15 minutos no início, depois meia hora, depois uma hora – será, praticamente impossível ter a sonhada fluência”.

Mude a língua de todos os seus aparelhos eletrônicos e redes sociais; leia; veja filmes; seriados; jogue; escute música em inglês. Tudo que puder ser em inglês no seu dia a dia use como ferramenta. É uma boa para ajudar na fluência e para mantê-la também.

“Tornar-se fluente é ouvir aquela língua todos os dias. Tenho 30 anos de magistério; são 30 anos estudando sempre. O que mais me irrita é quando as pessoas dizem ‘você tem facilidade com o inglês’. Não é facilidade; é estudar muito, é dedicação. Você só consegue manter o idioma atualizado se estudar; não existe milagre”.

Parece complicado; mas, não desanime! Até mesmo quem confunde o advérbio de intensidade “mais” com a conjunção adversativa “mas”, consegue aprender um novo idioma e, talvez, se dê melhor do que com a língua nativa.

“Muitas vezes, a pessoa tem dificuldade no idioma materno e não desenvolve essa dificuldade no inglês; o português tem muita troca, muito movimento. No inglês você diz I saw her – ‘Eu vi ela’ - e é sempre assim. No português há mudanças como ‘Eu vi ela - eu a vi’. Talvez, por isso, seja mais fácil para essas pessoas aprenderem”.
Não é magia, é...

Não é de hoje que o inglês é símbolo do progresso tecnológico; a Revolução Industrial - que praticamente moldou a sociedade em que vivemos hoje - teve início na Inglaterra. As colônias inglesas foram e são, até hoje, em sua maioria, símbolos de prosperidade e desenvolvimento social, econômico, cultural e político.

“O inglês é o esperanto que se quis há tanto tempo; é uma língua globalizada, universal. Ao saber inglês você conhece o mundo; essa é a língua da internet; é a língua da tecnologia. Ele não é um idioma opcional; o inglês é uma língua que todos deveriam saber”.

Por falar em tecnologia, a grande novidade, segundo teacher Dora, é a plataforma de educação que integra inteligência artificial - do colégio bilíngue Sean Paul, de São Paulo. O resultado é Paul, um tutor que utiliza a tecnologia de inteligência artificial e pode ser acessado a qualquer momento.  “Escola bilíngue como a Sean Paul, é aquela que você chega e, desde o porteiro até os diretores lhe atendem em inglês. O Paul é um robozinho; ele não vai substituir o professor, mas dará aquela aula de reforço - isso ajuda, até mesmo com os pais que não têm tempo de auxiliarem os filhos nas lições de casa”.

Have Fun!

Veja apps para aprender de forma divertida:

 - Italki: Site onde você dá aulas de uma língua e ganha créditos para assistir aulas de outra, além de fazer amizade com estudantes de línguas que você deseja praticar.

- Omeagle: Site de chat randômico onde você fala com desconhecidos de vários países. Com os interesses certos, você pode conseguir uma boa conversa e praticar inglês. (Cuidado com algumas pessoas que têm segundas intenções!)

- Lingua.ly: É uma extensão do Google Chrome que traduz, instantaneamente, uma palavra quando clicada duas vezes. Ao traduzir, o app ainda grava essas palavras e faz um quiz para  testá-lo. Assim, você dificilmente esquece.

- Unlock Your Brain: O aplicativo adiciona palavras em inglês, diretamente na tela de bloqueio do seu Android; para desbloquear o celular, você precisa escolher a resposta correta. Se você errar ele também desbloqueia; mas, avisa que você errou e indica a resposta.
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