RARA Gente - Entrevista

Um grande propósito

Da fama nacional à paternidade, o médico Rodrigo Gatto exerce com sensibilidade e amor a sua principal função: cuidar.


08 de agosto de 2019 - 16h28
(Foto: Rara Gente)

Ter um filho jamais será uma tarefa fácil! A questão, vai muito além de gerar uma vida e colocar um novo ser no mundo. É preciso criar, educar, dar amor, ensinar preceitos básicos e guiá-lo até o ponto em que ele esteja seguro o suficiente para dar os primeiros passos - os literais e os metafóricos -. O clínico geral, Rodrigo Gonçalves Gatto é a capa desta edição e pai de primeira viagem da pequena Lavínia, que ainda nem completou um mês de idade - mas já transformou toda a vida da família.


A esposa, Andressa, é quem nos recebe primeiro, sussurrando - para não acordar a nenê. É verdade o que dizem sobre mães emanarem uma energia única, era nítido naquela sala o conforto, o aconchego, a sensação boa...Como um colinho de mãe! Rodrigo chega em seguida e senta-se confortavelmente no sofá, não demonstrava traços de nervosismo - já acostumado com a presença da imprensa querendo saber um pouco mais da sua trajetória...E essa 

história a Gente vai contar agora.


SIMPLICIDADE


Filho de José Roberto Gatto - 59 anos, e de Maria Ester Gonçalves - 56 anos,, Rodrigo nasceu no ano de 1983, na cidade de Junqueirópolis - na época, o caloroso município do interior de São Paulo, possuía pouco mais de dez mil habitantes. A amistosa cidade, continua pequena em sua população - com vinte mil Junqueiropolenses - mas grande nas lembranças que ele guarda com carinho. “Tive uma infância simples...Sem muito luxo! Soltava papagaio, jogava bola na quadra da escola vizinha, andava de bicicleta, jogava bola descalço na rua e sempre arrancava o ‘tampão’ do dedo...Chegava atrasado, ficava de castigo...Essas coisas” - ele ri nostálgico.


O pai era profissional liberal e a mãe formada em Letras, a família possuía regras e sistemáticas - que hoje, ele considera ter sido importante para a sua formação pessoal e profissional. “Minha juventude foi regrada...Mas bem abençoada. Tenho muito respeito e gratidão pelos valores que herdei dos meus pais”.


O amor pela medicina vem desde a infância - aos seis anos já dizia que seria médico, confiante de que o sonho se realizaria...E realizou! Mais do que examinar, diagnosticar, tratar...Rodrigo trabalha com outro verbo, de grande valor nas consultas e atendimentos de saúde - o de ouvir. “Prezo por um atendimento humanizado...E é até complicado, porque os pacientes tem o meu telefone.Risos!”.


ERA PARA SER


Se preparou durante toda a adolescência para conseguir a vaga em medicina. Estudou até o 2º colegial em Junqueirópolis, o 3º colegial integral no COC - Curso Oswaldo Cruz - em Ribeirão Preto, e o cursinho pré-vestibular também.


Seria perfeito se disséssemos que ele passou de primeira nas universidades as quais desejava ingressar, não seria? Mas, o destino não é controlado apenas pelos nossos atos. Rodrigo acredita que tudo acontece por um bem maior, uma hora a vida se encarrega de mostrar o porquê foi melhor assim. E talvez, se tudo tivesse sido tão perfeito - sua história não teria esse desenrolar.


Ele não conseguiu ingressar na faculdade de medicina na USP, na época - em 2006 e acabou cursando Biomedicina em Ribeirão Preto, na Barão de Mauá. No final do terceiro ano surgiu a oportunidade de prestar vestibular em Presidente Prudente e pensou...‘Agora é a hora!’, chamou um amigo para juntar-se ao desafio e ambos foram aprovados. “Faltava um ano para me formar em Biomedicina - largamos tudo e fomos começar esse sonho do zero. Foi difícil...Porque nesta época meu pai teve problemas financeiros e não conseguia pagar a faculdade, mas mesmo assim ele fez de tudo - conseguimos o FIES  e com muita dedicação e sacrifício me formei”.


Rodrigo relembra que a cidade onde cursou medicina era bastante rígida e disciplinada. “Os professores de lá são bem rígidos em relação a matéria teórica, e muito mais rígidos em relação a prática. Resumindo...Eram todos os dias no hospital. Nos finais de semana, eu não tinha muito o que fazer, não tinha o poder aquisitivo para as festinhas, então colocava a mochila nas costas e ficava no hospital estudando”.


O médico confessa que no início desejava ser cirurgião plástico, mas o sexto ano de faculdade foi decisivo para mudar de vez a sua vontade. “Eu fiquei doze horas em duas cirurgias plásticas e pensei ‘Isso aqui não é para mim, não!’...É  algo mais parado, fixo em um procedimento único - eu percebi que não me dava satisfação...Optei pela emergência e urgência - sou apaixonado pelo que faço - e penso, que irei fazer pelo resto da minha vida”.

Veja matéria completa na edição 89 já disponível nas bancas.


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