Entrevista

Rara Gente: Inspirada em você

Revisitamos o nosso passado, falamos sobre o presente e idealizamos o futuro da Gente

Rara Gente - Da redação
25/12/21 às 14h03

Se você gosta de histórias de gente, bem-estar, beleza, moda e muito conteúdo relevante, é provável que você já tenha lido, folheado ou até mesmo se identificado com a Revista Rara Gente, publicação que se consagrou no município e que completou nesse ano de 2021, 16 anos de credibilidade, tradição, inovação e quebra de paradigmas.

Bom, são poucas as pessoas que sabem, mas a Rara nem sempre foi Rara, isso porque a sua primeira publicação ocorreu em 2005, enquanto a cidade vivia uma crescente com a chegada das pequenas e grandes empresas, além do comércio aquecido e uma vida social agitada.

À convite da estudante Beatriz Benedetti do curso de jornalismo das Faculdades Integradas de Três Lagoas - AEMS, que nos escolheu para uma pesquisa acadêmica, a diretora Ivete Binda Mendonça falou sobre a trajetória da Gente e os desafios para o futuro. Nós amamos tanto o resultado que trouxemos essa entrevista para vocês! Acompanhe e saiba mais sobre a revista que é #InspiradaemVocê.

BB: Por que a revista foi criada?

I BM: A revista foi vislumbrada da necessidade de acompanhar, enaltecer e registrar um momento especial em que a cidade estava vivenciando. Foi um momento transformador, um divisor de águas para Três Lagoas. Em meados de 2005 grandes indústrias se instalaram na cidade, além de outras empresas satélites, e com elas vieram trabalhadores, profissionais, executivos e também suas famílias - de todas as regiões do Brasil e do mundo. O comércio, em todos os segmentos aqueceu significativamente, e houve a necessidade de investimentos em todos os setores, o que oportunizou a vinda de muitos empreendedores para a cidade e região. Foi um período de muitas inaugurações, eventos e gente linda circulando pela cidade.

O grupo Agitta já tinha um jornal impresso que circulava diariamente, mas era preciso um veículo que fizesse jus ao diferencial do momento – então foi pensada e concebida a Criativa Gente – uma revista com publicação bimensal, impressa em papel especial, com fotografias mais produzidas, pautas mais elaboradas, vitrine para profissionais de todas as áreas e um espaço charmoso para fomentar a vida social da cidade.

BB: Como foram os primeiros anos?

IBM: Foram de aprendizados e pioneirismo. Fizemos grandes parcerias com profissionais da capital, nas áreas de fotografia, publicidade, jornalismo, impressão gráfica, produção de moda e demais demandas - que já assinavam marcas conceituadas de revistas e outras publicações no gênero, e através da soma e partilha de experiências fomos ganhando know-how para definir e alinhar um sentido para a publicação que pensamos - e treinar a nossa equipe, que se compunha de profissionais locais e também de outras localidades, visando elaborar uma publicação conceitual e diferenciada. O primeiro editorial de moda de Três Lagoas foi produzido pela equipe da Criativa Gente, na antiga estação férrea. Um acervo belíssimo de imagens, versos e prosa, assim como tantos outros editoriais e matérias que rememoram
a história da cidade.

Desde o início, a revista foi pensada bem profissionalmente, no sentido de ter uma identidade própria, ser de fácil leitura e ser acessível a todos os públicos – então, foi desenvolvido um projeto gráfico para definir e padronizar a diagramação, tipos e tamanhos de fontes, margem, cores, logomarca e outros elementos; e também a linguagem que seria usada para a comunicação com o leitor. 

Tudo foi pensado nos mínimos detalhes, de uma forma que houvesse harmonia entre o conteúdo editorial e os anúncios dos nossos parceiros, e também para que os colaboradores de todas as áreas pudessem se expressar e deixar o seu legado de conhecimento profissional, sua criatividade e também as suas vivências pessoais.  Enfim... Que todos pudessem deixar um pouco de si, porém, respeitando a identidade da publicação. Isso é premissa até os dias atuais.

BB: Qual o principal foco naquela época?

IBM: O foco sempre foi falar de gente e para gente - fomentar as pessoas que vivem aqui, contar suas histórias e experiências pessoais e profissionais, mostrar o que a cidade tem e o que a faz ser única - sua cultura, geografia, gastronomia, suas águas, sua gente, seus projetos, suas histórias e o dia a dia de gente que fez e faz a história da cidade. A proposta leve, moderna e informativa da revista foi ganhando força e visibilidade no mercado publicitário e em 2010 recebemos um comunicado - de uma grande editora nacional - reivindicando o nome Criativa, pois já tinham a marca registrada. Não houve espaço para confronto! 

Estávamos focados em produzir, não tínhamos tempo para brigar. Fizemos uma campanha com urnas espalhadas pela cidade inteira e os próprios leitores escolheram o nome que sucederia a Criativa.  Então, nascia a Rara Gente - devidamente registrada. O envolvimento dos leitores com a revista foi se fortalecendo, e pela voz deles a publicação foi incorporando mais e mais a proposta de histórias de vida de pessoas reais, e suas vivências. 

Elas eram fonte de inspiração para a revista e para os leitores, e assim, um ciclo de confiança foi se estabelecendo. Acompanhar o desenvolvimento da cidade, das pessoas e das conquistas, divulgar o comércio local, os profissionais e a vida social da cidade foram se tornando a marca registrada da revista.  Mas, é claro, que com grandes feitos vem grandes responsabilidades, e as publicações foram acompanhando, das tendências mundiais aos temas relevantes à cidade: sustentabilidade, impactos ambientais causadas pela industrialização local, ecologia, diversidade, causas sociais,
entre muitos temas importantes e pontuais ganharam importância e espaço nas páginas da revista. 

E para alinhar e organizar tantos temas a revista passou a ser dividida em seções: de entrevistas, educação, negócios, saúde, comportamento, bem estar, gastronomia, pets e outros desdobramentos - para que pudesse ser ampla e contemplativa.

BB: Qual o foco atual da revista?

IBM : A proposta da revista continua sendo a mesma - falar de gente e para gente - contar histórias reais. Ser um veículo com informação de qualidade e credibilidade: pensada, pesquisada, revisada - dando voz a profissionais e pessoas que tenham eficiência sobre os temas abordados. 

Mas é claro que a revista é feita por pessoas, e pessoas mudam - Que bom, não é mesmo? - passam por transformações internas e externas, e suas vivências refletem no conteúdo e no olhar da revista. Apesar de parecer a mesma publicação, ela está em contínuo movimento, se transformando e se adaptando - a medida que o momento ou o leitor se movimente.

BB: Com o avanço do digital, você acha que a revista impressa pode acabar?

IBM: Diminuir talvez, mas acabar não. Penso que em meio ao mundo digital factual, e por vezes inseguro e deletável - e que não é totalmente seu - a revista impressa passa a ser um produto ainda mais raro, precioso e acreditado – como hoje é um livro. É um relacionamento de confiança. Quem aprecia e sabe o valor vai desfrutar e guardar como uma relíquia.

BB: Como foi a criação do site e qual o intuito?

IBM: Como a publicação sempre foi bimensal, a criação do site sempre esteve na proposta da revista. E o intuito é ter mais abrangência, uma vez que o número de exemplares é limitado, e de estar presente ‘on the time’ na vida do leitor, com todo o conteúdo da revista impressa, banca digital de todas as 95 edições já publicadas e conteúdo informativo diário, organizado e seguindo a linha editorial da revista, mas em uma plataforma digital com o que há de mais moderno em tecnologia - onde o leitor pode revisitar o conteúdo quantas vezes quiser, salvar, ou enviar para amigos, famílias, grupos - no Whatsapp, Facebook, Instagram, e-mail - e para pessoas do mundo todo. Totalmente globalizados!

BB: Qual o motivo para criar as redes sociais da Rara?

IBM: As redes sociais têm a proposta de interação do veículo com os leitores. É outro movimento, onde a interação permite uma aproximação maior e de fato conhecer - de uma forma mais simples, quem segue a revista, o porquê e o que ela deseja, quais são suas expectativas, o que a interessa, e de que forma nossa interação pode melhorar.

Através das enquetes podemos entender o que gostam, como se percebem, o que faz sentido para eles, e se beneficiar do que a plataforma oferece em termos de interação, informação e contextos para levar os conteúdos do site, fazer promoções, lives e todas as possibilidades. Literalmente estar com eles e mantê-los conosco.

BB: Como você acha que as plataformas digitais podem contribuir com a revista 
impressa?

IBM: A revista digital é uma realidade com muita significância no mercado editorial, uma vez que o leitor acessa o conteúdo de todos os dispositivos e em todos os momentos, que instantaneamente podem ser replicados, além da interação imediata: reações, comentários, troca de experiências, que por si só, geram uma grande riqueza de informação, conteúdo e assuntos que se transformam em pautas para serem desmembradas de forma mais elaborada nas edições impressas. É uma contínua troca. O impresso e o digital se retroalimentam.

BB: Você vê a tecnologia como peça fundamental na comunicação? Por quê?

IBM: Eu vejo a ciência da tecnologia como fundamental em todas as áreas - não só na área da comunicação, mas à medida que ela seja desenvolvida em prol de melhorar a vida do ser humano - de contribuir com seu desenvolvimento, qualidade de vida, preservar o tempo de lazer e afetos, garantir emoções positivas e principalmente garantir os cuidados com a saúde e bem estar físico e mental - com respeito às individualidades, aos valores e ao momento de vida de cada um. Penso que a tecnologia vem a serviço do ser humano, e não ao contrário.

BB: Quais as vantagens e os desafios que as novas tecnologias, como as redes sociais e rapidez da informação, trazem para a Rara?

IBM: Vivemos um momento diferenciado no Brasil, comparado a outros países onde a população idosa é bem significativa. O Brasil ainda é um país jovem, e de jovens como maioria produtiva, que tem como característica principal a rapidez e eficiência nata para a tecnologia - sempre sedentos de informações e 100% online. Junto a isso vivemos a era em que informação é poder, e consequentemente um excelente momento para as áreas de comunicação.

O desafio de tantas possibilidades de ponta caminha lado a lado - e sutilmente - com a responsabilidade em ser um formador de opinião; de ser propagador de informações que podem impactar direta e indireta, negativa ou positivamente pessoas, famílias, empresas, comunidades... Vidas!

Então, a premissa em ter presença digital através do site e das redes sociais é levar entretenimento com qualidade, mas acima de tudo, conduzir o leitor por reflexões de assuntos relevantes, de forma que tenha uma contribuição com o desenvolvimento pessoal do leitor, e também, de quem produz o conteúdo.

BB: Como você visualiza o futuro da Rara Gente?

IBM: Em contínuo movimento - se adequando constantemente a serviço de levar informação com qualidade, agregando experiências ao leitor. O futuro está logo ali, e a Gente vai estar nele.

 

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