Entrevista

“Meu pai dizia que a única coisa que não poderiam tomar da gente era a nossa educação"

Esta é Giovana Alexandria Ferreira Dias, uma mulher decidida e animada que até nos momentos confusos sabe encontrar graça e se divertir com os seus próprios feitos. Ela é feliz simplesmente sendo ela!

Bruna Taiski
09/06/21 às 07h18
Sandra e as filhas Joana e Giovana pautam suas histórias em união, afeto, dores, alegrias e muita luta.

Ela é dona dos próprios caminhos. Seu destino? Ela mesma é quem faz. Sua história? É ela quem escreve e protagoniza. Esta é Giovana Alexandria Ferreira Dias, uma mulher decidida e animada que até nos momentos confusos sabe encontrar graça e se divertir com os seus próprios feitos. Ela é feliz simplesmente sendo ela!

“Eu sou a bicho-grilo e a Joana é a mais quietinha.  Gosto de fazer ioga, amo praticar stand-up, tocar violão... Sou a irmã ‘100% de humanas’. No meu tempo livre estou sempre em movimento, eu nunca paro!”, revela.

Giovana chegou como dois grandes presentes, veio ao mundo no dia 26 de outubro de 1996 - dois dias antes do aniversário da mãe e no mesmo dia do aniversário da tia Sonia, e as coincidências não pararam por aí, porque o horário que ela nasceu também foi o mesmo da sua tia. 

As irmãs cresceram em volta das prateleiras do Empório, Giovana brincava com os blocos de anotações, papéis e simulava vendas. Parece que o empreendedorismo está no sangue, não é mesmo? “Eu gostava tanto de vender, que quando era criança inventei de vender pipoca no bairro da minha avó. Tem vizinho que até hoje me vê e diz ‘eu já comprei pipoca com você!’”, conta.

Concretizando o sonho do pai em ter as duas filhas graduadas, formou-se em direito na UFMS Três Lagoas em 2020. “Meu pai dizia que a única coisa que não poderiam tomar da gente era a nossa educação, e ele se preocupava muito por ser pai de menina em um mundo machista. Ele nos dizia: ‘Eu quero que vocês tenham as coisas de vocês, que vocês trabalhem e deem conta de segurar o rojão que é a vida adulta, para não dependerem de ninguém’”.

Inicialmente, Giovana estudava na UCDB – Universidade Católica Dom Bosco - em 2014 em Campo Grande e transferiu para o município em 2017, após o falecimento do pai. “Eu não pretendia vir para Três Lagoas, mas como eu já estava em depressão, achamos que seria melhor eu voltar - tanto para fazer companhia para minha mãe, como para eu não ficar sozinha lá - e foi a melhor decisão da minha vida”.

Embora o diploma de Direito esteja em mãos, Giovana não pretende atuar na área, para ela, estar no Empório é dar continuidade a história dos pais. “Eu não escolhi essa profissão, ela me escolheu”.

Com a história delas e de muitas Sandras, Joanas e Giovanas, entendemos que ser mulher e? carregar dentro de si muitos caminhos coexistentes... É ser influência da mãe, da avo?, da irmã? e das mulheres incríveis que nos cercam. As gerações da família ‘Dias/Alexandria’ são a personificação do legado de que ser mulher e? ser única dentro de muitas possibilidades, com uma qualidade comum a todas.

“Nossa bisavó Jandyra Mazzi Alexandria, foi uma das primeiras mulheres de Três Lagoas a vestir calça, andava a cavalo e sabia fazer tudo da fazenda - tão bem quanto um homem. Ela ensinou minha avó, que ensinou minha mãe que está ensinando a gente... Formando uma construção coletiva de grandes mulheres batalhadoras”, finaliza Giovana. 

Veja a matéria completa na edição 94 da Rara Gente.

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