Entrevista

Matéria de Capa: Bruno Nunes - Uma Lição de Afeto

Pai zeloso, marido companheiro e um profissional que ama o que faz

Bruna Taiski
10/08/18 às 11h02

Ser pai... É transformar em vírgulas os pontos finais da vida; é ser a mão que afaga - que indica o caminho. Ser pai é ser referência. É ser invencível. É ter medo e seguir firme; é ser fortaleza e morada. Nossa matéria de capa é um pai assim; além de ser um marido companheiro, apaixonado e um profissional que ama o que faz... Nas palavras da própria esposa: “é maravilhoso em todos os sentidos”.

Bruno Barboza Nunes – de 37 anos – é cirurgião plástico, pai de Luca – de três anos e Lia – de dois. É exatamente a caçulinha que recebe a nossa equipe; a menininha de vestido cor-de-rosa abriu as portas da sua casa com a mãe – Larissa Barberi Nunes – de 33 anos. Nossa entrevista é feita em uma mesa próxima à piscina, onde o pai costuma se divertir com as crianças.  “Hoje é um dia triste porque o Luca já dormiu. Sempre volto para a casa esperando encontrá-los. Quero ser presente, conversar e ver o desenvolvimento deles de perto. Às vezes, eu me impressiono; eles estão evoluindo muito rápido - as crianças crescem muito rapidamente. Quando estou trabalhando, realmente foco no trabalho; mas, o coração está em casa” – conta.

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Raízes familiares

Nascido em Campo Grande, ele cursou medicina na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS - e fez Residências em Cirurgia-Geral e Cirurgia-Plástica na PUC-SP, em Sorocaba. Toda dedicação aos estudos é atribuída ao pai - Otacir Amaral Nunes [in memorian]-e à mãe - Gleide Ines Barboza Nunes, grandes exemplos e incentivadores de seu crescimento pessoal e profissional.

O sonho de Otacir era que os filhos passassem em uma faculdade federal; as condições financeiras não eram tão favoráveis, mas seus meninos lutaram e conseguiram realizar este feito. O pai motivador formou três médicos e um engenheiro. Bruno e Rodrigo optaram pela carreira decirurgia plástica; Ramatis tornou-se cirurgião geral e, Juliano, engenheiro.

“Meu pai sempre levou em consideração os estudos; para ele era a coisa mais importante. Ele também era muito religioso; nós sempre tivemos essa orientação religiosa e educacional - ele foi um cara muito inteligente, esforçado e nos passou isso” - diz.

Tamanho esforço e sensibilidade resultaram no profissional responsável e humano, que transforma sua profissão em arte. Essa paixão pela medicina vem desde a infância; já a familiarização com a cirurgia plástica veio após a formação acadêmica.  “A cirurgia plástica é muito complexa - requer muita responsabilidade. É um desafio constante, onde envolve entender o que o paciente imagina - entender uma aflição. [...] Minha maior felicidade é ver o paciente feliz; sempre tento buscar isso” – explica.

Quer saber mais? Confira a matéria na íntegra na Edição 83, já nas bancas.

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