Entrevista

Júlia Konrad fala sobre sucesso de Cidade Invisível 

Em fevereiro a Netflix lançou a série nacional Cidade Invisível, e não demorou muito para ela entrar para os Top 10 da plataforma de streaming

Beatriz Benedeti - RaraGente
17/03/21 às 14h04
Júlis Konrad (Reprodução/Dêssa Pires)

Em fevereiro a Netflix lançou a série nacional Cidade Invisível, e não demorou muito para ela entrar para os Top 10 da plataforma de streaming. 

A produção traz consigo a proposta de retratar nosso folclore por meio de um suspense policial. Foi criada por Carlos Saldanha e conta com grandes atrizes e atores, como Júlia Konrad, Alessandra Negrini e Marcos Pigossi.

A série foi tão aclamada pelo público, que a Netflix já confirmou a próxima temporada.

Nossa equipe teve a honra de entrevistar a Júlia Konras, que explica um pouco mais sobre como foi participar dessa produção e como está a expectativa para a próxima temporada.

Confira a entrevista abaixo:

Júlia Konrad em "Cidade Invísivel" (Reprodução/Assessoria)

1 - Cidade invisível ficou nos TOP 10 séries mais assistidas em diversos países. Você esperava esse sucesso da série, ainda mais por se tratar do folclore brasileiro? 

"Claro que quando fazemos um trabalho a gente espera e deseja que tenha uma boa repercussão, mas não imaginava que teríamos esse retorno todo e tá sendo muito legal acompanhar o carinho e o retorno do público."

 2 - Você aprendeu algo durante as gravações que não sabia ou não lembrava sobre o folclore? 

"Aprendi demais, na verdade pra mim foi uma redescoberta do nosso folclore. Passei a primeira infância no Brasil escutando essas lendas, o Saci, a Cuca; mas como me mudei pra Argentina aos 10 anos de idade, elas foram ficando no fundo da mente. Foi muito especial relembrar todas elas, e aprender sobre lendas novas que nunca havia escutado, como o Corpo Seco. Nosso folclore é riquíssimo."

 3 - Os personagens navegam muito entre o “bom” e o “mal” .Como foi pra você ver que as figuras do nosso folclore podem ter uma tanto uma personalidade boa quanto ruim? 

"Achei muito legal como a narrativa foge desse “maniqueísmo” tão comum em produções brasileiras. Somos uma nação criada com novelas, a ideia da vilã vs mocinha é super enraizada no nosso subconsciente. Sempre legal quando a gente vê personagens mais complexos e cheios de nuances, como todos nós somos."

 4 - Na sua infância você acompanhava os contos do folclore? Tem algum personagem ou alguma história que te marcou? 

"Então, eu acabei me mudando do Brasil quando tinha 10 anos, então as lendas e histórias que ouvia na infância em Recife foram ficando esquecidas, sabe? Mas me recordo de ter medo do Curupira, e foi muito legal poder ver na série a força desse personagem e mudar a percepção que tive na infância."

Júlis Konrad (Reprodução/Dêssa Pires)

5 - A gabi é uma peça fundamental para a história. Como foi dar vida a essa personagem, que acaba sendo de grande importância para conectar as partes da história?

"Apesar de aparecer como flashbacks, foi preciso construir entre Gabriela e sua família um laço importante, principalmente para que nessas cenas ficasse nítida a conexão entre eles e despertasse emoção em quem tá assistindo.  Como a morte da Gabi acontece logo na abertura da história, era muito importante retratar a conexão entre os três, pai mãe e filha, para que o luto do Eric tocasse de uma forma avassaladora, e a falta da Gabi servisse como o “drive” do personagem do Marco durante a série inteira. Foi um trabalho em conjunto e a parceria com Manu e Marco foi essencial para atingirmos esse resultado, estou bem feliz com o retorno que estou tendo." 

6 - Como você vê o impacto da morte da Gabi na vida do Eric?

"Acho que é um pouco disso que falei, sabe, dele ser tocado de uma forma tão intensa pela perda da Gabi que acaba sendo um ponto central pra ele entender muita coisa que acontecia na vida dele e que acabava não dando importância e, claro, serve como incentivo pro Eric desvendar os mistérios que rodeiam a morte da esposa."

7 - Recentemente foi confirmada a 2° temporada. Como está a expectativa? Acredita que ainda existem coisas para serem exploradas na Gabi?

"Está a mil. Acho super que tem muita coisa que pode ser explorada, e tem muita gente que me escreve perguntando sobre a Gabi, sobre quem ela era exatamente. Existe muito mistério e curiosidade em relação a personagem. Vou torcer por isso."


E você, o que achou da série? Já está ansiosa para a 2° temporada assim como nós?

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