Uma das sensações mais íntimas e prazerosas, o orgasmo é muito mais do que sinal do sucesso de uma relação sexual. O tema ainda é permeado de muitos tabus e ideias erradas. Na última sexta-feira (31) foi comemorado o Dia Mundial do Orgasmo, e se você não comemorou a data ainda, calma, com a ajuda de uma sexóloga nós contaremos os benefícios e como chegar lá!
Dentre a parcela feminina da população, cerca de 26% nunca teve um orgasmo, segundo dados do Programa de Atendimento Sexual do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em comparação com os homens, existe um abismo: apenas 3% não consegue atingir o clímax. Tabu, desconhecimento? Uma complexa rede de circunstâncias históricas, sociais, econômicas, religiosas e a própria anatomia do corpo feminino contribuem para essa situação.
Conhecer o próprio corpo é um fator que influencia muito para alcançar o orgasmo. Outras questões envolvem o estado mental, como estresse, nervosismo, fatores hormonais, etc. Para não restar dúvidas, a sexóloga Jacielen Arantes Alves destaca alguns pontos que considera fundamentais, mas que às vezes são ignorados: as mulheres devem ser responsáveis pelo próprio prazer e não podem colocar a expectativa apenas no parceiro ou na parceira.
Para isso, precisam ser estimuladas a conhecerem o próprio corpo, para saberem do que gostam - e do que não gostam também - e aprender como chegar lá. Ah! E vamos falar com todas as letras e diretamente: Elas também são capazes de fazer isso sozinhas.
Quando se fala em orgasmo, existem várias formas de chegar lá. Eis a importância de conhecer-se para tornar o orgasmo possível. Muitas mulheres nunca se tocaram, não sabem do que gostam, não conhecem seu corpo, não descobriram quais são suas zonas erógenas mais prazerosas e nem como estimulá-las.
Agora pegue um marca-texto e destaque: É fundamental ter a mente limpa, ou seja, naquele momento devemos estar exclusivamente centradas na relação com o(a) parceiro(a), tranquilas, não colocando a exigência de “tenho que ter um orgasmo”, aceitar-se tal como é, ser verdadeira consigo mesma e com quem partilha a relação, deixar-se guiar pelos seus sentidos e emoções no momento a dois são fatores positivos para a sexualidade.
“É um processo um pouco longo e delicado, que envolve aspectos culturais e até mesmo religiosos, fomos educadas a não nos tocar, ninguém nos ensinou a aceitar nossa vagina como parte do nosso corpo, enquanto para o homem a masturbação é tão natural. A aceitação precisa iniciar com um processo de desconstrução de crenças limitadoras, de um processo de amor consigo mesma e de aprender a ignorar os padrões que a sociedade tenta nos impor, conhecer o próprio corpo é sem dúvidas um caminho indispensável para a conexão consigo mesma e a plenitude sexual.”
São várias as possibilidades - é verdade - a favorita, porém, é o clitóris. Já foi comprovado cientificamente que ele é o melhor caminho para chegar ao clímax. “O clitóris possui cerca de 8.000 terminações nervosas enquanto a glande peniana possui apenas 4.000, sem contar que a única função dele é proporcionar prazer.”, completa.
E como eu consigo saber que tive um orgasmo? Nas primeiras vezes temos uma sensação diferente - mas não conseguimos identificar se realmente é um orgasmo - conforme o tempo vai passando ficamos íntimas dessa sensação então sabemos exatamente quando está prestes a acontecer.
Para a Gente terminar o papo, voltamos a afirmar, o autoconhecimento é a estradinha de ladrilhos amarelos que te leva ao prazer. Se libere da coisa pronta, lembre-se que o céu é o limite e que você pode encontra-lo cheio de estrelas.
Tipos de orgasmo feminino
Orgasmo clitoriano
O clitóris é um pequeno órgão cilíndrico e erétil, situado na parte anterior da vulva, sendo um dos principais pontos de prazer sexual nas mulheres. O orgasmo clitoriano, como sugere o nome, ocorre através do estímulo do clitóris.
Orgasmo vaginal
Esse tipo de orgasmo ocorre quando há penetração na parte mais profunda da vagina. Alguns especialistas dizem que o orgasmo vaginal não deixa de ser o clitoriano, pois o clitóris possui uma parte interna que não conseguimos ver.
Ponto G
O ponto G é uma pequena parte da vagina que fica acima do osso púbico, que fica oculta e só aparece após a mulher recebe estímulos no corpo inteiro e está previamente excitada. Para alcançar o orgasmo no ponto G é preciso que o local seja bem estimulado.
Ponto U
A uretra - local por onde sai a urina - fica entre o clitóris e a entrada da vagina. Por ser uma área supersensível gera muito prazer na hora do sexo; assim, o orgasmo é conseguido através do estímulo da uretra.
Orgasmo anal
O orgasmo anal é uma das formas mais raras de atingir o clímax entre as mulheres. Ele acontece através do estímulo do ânus que é uma região recheada de terminações nervosas. Apesar de ainda ser um tabu, essa é uma região que pode oferecer prazer às mulheres: basta que o parceiro tenha paciência para que aconteça.
Orgasmo mamário
Os seios são uma das partes do corpo feminino mais sensíveis ao toque, sendo muito importantes para aumentar a excitação da mulher. Logo, o orgasmo mamário é causado pela estimulação dos seios.