A saúde mental e a arteterapia
Outra área de sua vida que ela cuida muito bem é de sua saúde mental. Quando ela estava no segundo ano da faculdade, entrou em depressão. “Eu não estava preparada para ficar longe de casa. Eu passei por muitas dificuldades, me sentia muito sozinha”.
Desde aquela época, Ana faz terapia, “Eu brinco que faz tanto tempo - 22 anos - que já fiz quatro faculdades de psicologia”.
Em 2012 ela passou por outro momento delicado. A depressão havia retornado e, desta vez, acompanhada pela síndrome de burnout. A doença é caracterizada por um quadro de tensão emocional e estresse que são provocados, geralmente, por condições de trabalho desgastantes. “Eu tenho um perfil psicológico muito certinho. Quando comecei a trabalhar com terapia intensiva em Três Lagoas, eu via tudo muito desorganizado. Eu trabalhava muito e entrei em fadiga. Eu entrava na UTI, ouvia o barulho dos monitores e me dava náuseas e vômitos”.
Tanto o acompanhamento, como o tratamento com terapia continuam até hoje. Estudiosa que é, ela revela que buscou estudar mais a fundo na psicologia as razões pelas quais passava por estas dificuldades de forma recorrente. E, durante as sessões, ficou acordado que ela faria a sua ‘criança interior’ vir à tona.
“Eu me conectei com a minha infância. Trabalhar com as mãos abrindo a massa de argila me remeteu aos salgados que eu ajudava a minha mãe a fazer”
A arte terapia foi a forma que ela encontrou de elaborar tudo o que precisava internamente. Lembra que falamos anteriormente que um dos cursos que ela queria fazer era artes plásticas? Pois é, não demorou muito para a menina que vive dentro dela lançar mão de tinta e tela para produzir quadros e ainda presentear as pessoas ao seu redor.
Logo também veio uma outra paixão: a cerâmica. Ela diz que fez dois cursos para lidar com a argila de forma manual e também com o torno, porém foi na primeira modalidade que ela ‘se encontrou’.
“Eu me conectei com a minha infância. Trabalhar com as mãos abrindo a massa de argila me remeteu aos salgados que eu ajudava a minha mãe a fazer”.
Com um ritmo de vida acelerado, já tentou práticas tradicionais de meditação, porém, não se adaptou nessa fase. “Mexendo com a argila eu consigo realmente me desligar do mundo e posso dizer que nesse momento eu medito”. A arte terapia foi a forma que ela encontrou de elaborar tudo o que precisava internamente. Lembra que falamos anteriormente que um dos cursos que ela queria fazer era artes plásticas? Pois é, não demorou muito para a menina que vive dentro dela lançar mão de tinta e tela para produzir quadros e ainda presentear as pessoas ao seu redor.
Logo também veio uma outra paixão: a cerâmica. Ela diz que fez dois cursos para lidar com a argila de forma manual e também com o torno, porém foi na primeira modalidade que ela ‘se encontrou’. “Eu me conectei com a minha infância. Trabalhar com as mãos abrindo a massa de argila me remeteu aos salgados que eu ajudava a minha mãe a fazer”.
Com um ritmo de vida acelerado, já tentou práticas tradicionais de meditação, porém, não se adaptou nessa fase.
“Mexendo com a argila eu consigo realmente me desligar do mundo e posso dizer que nesse momento eu medito”.
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