“Eu tenho um perfil mais reservado mesmo. Até o meu trabalho é nos bastidores” . Foi com esta frase que Ana Cláudia Cano iniciou a nossa entrevista. Ana Cláudia nos recebeu em sua casa em meio a um trabalho e outro. Chegou pontualmente às 10h, horário que tínhamos agendado previamente. Uma mulher de estatura baixa e com ‘o pescoço curto’, ‘típico dos Santana’, como ela mesma explica. Sem brincos. Pouca - ou nenhuma maquiagem. Conversou com a filha Julia, com a funcionária, foi ao banheiro e, enfim, sentamos para conversar.
Nossa entrevistada é médica intensivista, legista da Polícia Civil de Três Lagoas e técnica administrativa concursada da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Por isso que ela nos disse no começo, que seu trabalho é ficar nos bastidores; apesar de ser médica, ela não atende os pacientes em uma clínica, como pensamos.
Em busca de sentido em tudo que faz, Ana conta que demorou um pouco para escolher em qual área da medicina gostaria de atuar. Depois da formação, fez dois anos de residência em clínica médica, iniciou e parou cardiologia e na sequência fez dois anos em terapia intensiva, foi quando se apaixonou pela área.
Após dez anos atuando em terapia intensiva, em 2020, se deparou com a pandemia. “Eu não sabia o que Deus tinha preparado para mim, mas encarei aquilo como uma missão. Eu sabia que eu teria que ser a ‘mulher maravilha’ naquele momento”.
