Olhos vermelhos, irritados, coçando e lacrimejamento, frequentemente fazem os pacientes pensarem que estão com conjuntivite ou com crise de alergia, porém o diagnóstico nem sempre se limita a estas duas causas mais populares, visto que existe outra doença conhecida como blefarite que pode gerar os mesmos sintomas e sua incidência nos consultórios oftalmológicos chega a ser maior do que conjuntivite e alergia.
Mas afinal, quais são as causas, os sintomas, as consequências e as formas de tratamento da doença? – Para esclarecer o tema, o Portal Hojemais conversou com a equipe do Instituto de Olhos de Três Lagoas, clínica que atua no município há mais 45 anos, sendo referência em saúde ocular.
Quais são as causas da inflamação?
De acordo com a equipe, a blefarite pode ser causada por um excesso de oleosidade da pálpebra (blefarite seborreica), a infecção bacteriana (blefarite estafilocócica) ou a disfunção das glândulas palpebrais produtoras de gordura (glândulas de Meibomius)
Os sintomas mais comuns são olhos vermelhos, coceira, lacrimejamento, sensação de areia, pálpebra oleosa, bordas palpebrais inflamadas e crostas nos cílios (dá um aspecto similar a caspa nos cílios). Entretanto, o espectro de sintomas varia de paciente para paciente, sendo importante frisar que não é necessário apresentar todos os sintomas para que a doença seja diagnosticada.
Quais as principais consequências que a blefarite traz ao olho do paciente?
São duas as principais consequências oculares em pacientes com blefarite: olho seco e hordéolos de repetição.
O olho seco to das glândulas de meibomius, estas podem ficar com seu orifício de saída obstruídos e sofrer infecção bacteriana, o que gera o hordéolo (popularmente conhecido como terçol). ocorre em quase todos os pacientes com blefarite, pois a doença piora a qualidade da lágrima, que se torna mais instável e passa a evaporar mais rápido do que o esperado
Devido ao mau funcionamento das glândulas de meibomius, estas podem ficar com seu orifício de saída obstruídos e sofrer infecção bacteriana, o que gera o hordéolo (popularmente conhecido como terçol).
Como é feito o tratamento?
Nos casos leves o tratamento é feito com higiene da pálpebra e dos cílios com shampoo neutro (para remoção da oleosidade), compressas mornas (para desobstrução das glândulas de meibomius) e colírios lubrificantes (para tratamento do olho seco)
Em alguns estudos, observou-se que ácidos graxos polinsaturados da família ômega 3 e ômega 6, podem ter atividade anti-inflamatória na blefarite. Estes ácidos graxos podem ser encontrados em peixes de água fria (como salmão, sardinha, bacalhau e cavala), em óleo de linhaça ou canola, ou em formulações comercializadas em forma de cápsulas
Em casos mais graves, além das medicações utilizadas nos casos leves, podem ser adicionados ao tratamento colírios antibióticos, colírios corticoides e antibióticos orais (derivados de tetraciclina).
Ainda de acordo com a equipe do Instituto dos Olhos de Três Lagoas, é importante estar atento aos sintomas, que quando identificados devem ser informados a um médico oftalmologista de sua confiança, pois quanto antes o diagnóstico mais chances de sucesso você terá no tratamento.
Ainda de acordo com a equipe do Instituto dos Olhos de Três Lagoas, é importante estar atento aos sintomas, que quando identificados devem ser informados a um médico oftalmologista de sua confiança, pois quanto antes o diagnóstico mais chances de sucesso você terá no tratamento.
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