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Cassems esclarece: o que é ECMO, o pulmão artificial usado por Paulo Gustavo? - Entenda!

Nesta terça-feira (13), completou-se um mês da internação do ator e humorista de 42 anos.

Julia Rafaela  - Hoemais Três Lagoas
14/04/21 às 20h00

A nova onda da Covid-19 tem atingido de forma crescente os pacientes mais novos, com faixa etárias completamente diferentes do cenário de 2020, onde a grande preocupação era voltada para os idosos.  Um exemplo disso, é o ator Paulo Gustavo (42), que foi internado com um quadro grave da doença, sendo necessário um tratamento mais complexo, conhecido como ECMO (Membrana de Oxigenação Extra Corpórea). 

A técnica utilizada para recuperação logo se espalhou pelas redes sociais, entretanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas em relação ao tratamento e qual o seu papel na Covid-19. Diante desse cenário, o Portal Hojemais conversou com a equipe do Hospital Cassems de Três Lagoas, que se aprofundou no assunto com o objetivo de esclarecer os questionamentos em relação a técnica. Confira! 

Foto: Ator Paulo Gustavo.

Como a tecnologia funciona?

Segundo os especialistas, a técnica tem como objetivo fazer a circulação e oxigenação artificial do sangue, por meio de uma máquina ligada ao paciente com o uso de cateteres. 

O equipamento pode ser utilizado em pacientes de todas as idades, desde recém nascidos até idosos, permitindo substituir as atividades só do coração ou do pulmão, conforme tem ocorrido em casos de síndromes respiratórias graves em decorrência da Covid-19. 

Diferente de um respirador, que apenas fornece um fluxo de ar para o interior dos pulmões, o ECMO funciona como um pulmão adicional para pacientes com covid-19, cuja função pulmonar foi muito reduzida, e possibilita que o paciente tenha tempo e condição clínica para se recuperar. 

Quais os principais benefícios que a ECMO oferece? 

  • Equilibrar a circulação de maneira rápida e eficaz;
  • Dar tempo para o pulmão ou coração se recuperarem;
  • Manter o coração e/ou o pulmão funcionando enquanto o paciente trata a causa que o levou ao uso da ECMO
  • Possibilidade de receber hemodiálise ou fazer procedimentos cirúrgicos paralelamente ao uso da máquina.

Para quais casos o equipamento é recomendado ou contraindicado? 
 

“A indicação do tratamento só é possível quando o quadro é reversível, visto que não é possível deixar o paciente conectado à máquina para sempre, sendo esse um dos principais aspectos a ser analisado” – afirmou a equipe. 

Entretanto, as indicações abrangem diversos cenários, os quais devem ser avaliados por uma equipe com treinamento adequado para usar a tecnologia. Entre os casos mais comuns estão: 

  • Insuficiência respiratória aguda (pela incapacidade de oxigenação do sangue ou do pulmão eliminar o gás carbônico);
  • Recém-nascidos que apresentem problemas no coração ou no pulmão, como a síndrome de aspiração de mecônio, caracterizada pela dificuldade em respirar do bebê que aspirou a matéria fecal estéril denominada mecônio para dentro dos pulmões antes ou perto da ocasião do parto;
  • Pneumonia ou bronquiolite graves;
  • Pós-operatório de cirurgias quando o órgão ainda não voltou a funcionar normalmente. Inflamação ou falha do coração (miocardites).

Entre as contraindicações, os médicos apontam: 

  • Crianças com idade gestacional menor do que 34 semanas e peso de nascimento menor do que 200 gramas, já que o equipamento é grande demais para elas;
  • Pacientes que passaram muito tempo em ventilação e já têm danos pulmonares;
  • Coagulopatia grave e/ou hemorragia;
  • Outras anomalias congênitas;
  • Falência múltipla de órgãos;
  • Doenças pulmonares ou cardiovasculares irreversíveis.

Contudo, a utilização do ECMO em quadros graves de Covid-19 deve ser vista como uma caminho para vida, o qual tem se mostrado muito eficiente nos tratamentos dessa e de outras doenças. 

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