Saúde e Bem estar

Variante delta será em breve predominante no mundo, diz OMS

Ao menos 104 países já registram casos de infecção por esta variante do coronavírus, mais transmissível.

Bruna Taiski
12/07/21 às 15h30

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira (12) que a variante delta do coronavírus será predominante no mundo "em breve".

Ao menos 104 países já registram casos de infecção por esta variante do coronavírus, mais transmissível, segundo levantamento da agência de saúde das Nações Unidas.

"A variante delta está agora em mais de 104 países e esperamos que em breve seja a cepa da Covid-19 dominante em circulação mundial", disse o chefe da OMS em entrevista coletiva.

"O mundo está assistindo em tempo real enquanto o vírus da Covid-19 continua a mudar e a se tornar mais transmissível", afirmou o cientista. Ghebreyesus reforçou o que vem dizendo publicamente de que enquanto países ricos pensam em doses de reforço, países pobres seguem sem proteger profissionais de saúde na linha de frente.


O diretor-executivo de emergências da OMS, Mike Ryan, reforçou a importância de vacinar a população mais vulnerável e afirmou que "os números são claros, são eles que estão morrendo, desprotegidos".

No final de semana, ministros das Finanças do G-20 - grupo composto pelas 20 principais economias do mundo - reconheceram a importância de fundos para o Acelerador do Acesso a Ferramentas contra a covid-19, que tem a Covax como seu pilar. "Espero que essa posição se traduza rapidamente no preenchimento dos US$ 16 bilhões de recursos faltantes", disse o diretor, "O G-20 pode assumir a responsabilidade e até mesmo convidar outros países para a iniciativa".

A OMS ainda divulgou dois novos locais de produção da vacina da AstraZeneca, a partir da Lista de Uso de Emergência da entidade. "Assim como na Europa, Índia e Coreia do Sul, tenho o prazer de anunciar Japão e Austrália como novos locais de fabricação da vacina."

Variante delta

Em meados de junho, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou que a variante delta do coronavírus vinha se tornando dominante no mundo por conta de sua "maior transmissibilidade".


Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes.


Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.
 
Mas isso não significa que ela seja resistente às vacinas. A chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, afirmou que as vacinas conseguem reduzir casos graves de Covid-19.


Ela reafirmou, no entanto, que as duas doses da vacina – quando a aplicação é feita em duas doses – são importantes para garantir a proteção completa.


Kerkhove também e alertou para o surgimento de uma "constelação de variantes" no futuro que pode se tornar um problema para a imunização se ela não for acelerada.
 

"A boa notícia é que até agora as vacinas funcionam contra a delta", disse a cientista. "Mas pode haver um momento em que surja uma 'constelação de mutações' e tenha uma contra a qual elas percam sua potência. É isso que queremos evitar o máximo que pudermos."

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