Na última sexta-feira (18) três-lagoenses compartilharam um vídeo onde mostrava a Lagoa Maior – principal cartão postal do município – secando. A área onde o vídeo foi gravado estava com grande volume de água, hoje, é possível caminhar nesta parte – totalmente seca.
O período de estiagem contribui para a diminuição de volume da Lagoa, a última chuva foi no dia 21 de agosto, de apenas 6,6 mm, e a última chuva significativa foi no dia 18 de agosto com 19,2 mm.
No entanto, a previsão é de que o clima mude esta semana. Conforme o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), há previsão de pancadas de chuva de manhã e muitas nuvens à tarde a partir de amanhã (22), com máxima de 28ºC e mínima de 18ºC. O restante da semana será de sol, com máxima até 36ºC.
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Segundo o pesquisador Prof. Dr. André Luiz Pinto e Coordenador do Laboratório de Análise Ambiental, a Lagoa - que já secou na década de 80 devido às escavações da urbanização - irá reduzir drasticamente o seu volume de água.
“No prazo de 10 a 15 anos, há uma grande probabilidade. Se não secar, o nível da água será extremamente pequeno e grande quantidade de matéria orgânica que se tem dentro do solo irá comprometer a vida dos peixes” – destaca.
Os estudos à cerca das lagoas do município iniciaram em 2006; foram feitos planos de manejos e sugestões emergenciais para amenizar problemas no local. Através de uma dessas pesquisas, direcionada a um mestrado, descobriu-se uma rápida perda de vazão na Maior.
“É um problema ambiental sério, que se encontra já há algum tempo; ela está diminuindo o seu volume. Um dos lugares mais profundos da Lagoa, em 2004, tinha em torno de 3,90 metros e em uma orientação de mestrado de 2014 nós fizemos uma batimetria e o lugar mais fundo caiu para 1,90 metro - mostrando que está havendo uma rápida perda de vazão. Atualmente, nós conseguimos ver bem - pelo recuo das margens - os bancos de areia” - diz.
O coordenador explica que, por ser uma área urbanizada, é árduo fazer com que a Lagoa Maior se recupere; no entanto, algumas iniciativas podem ajudar.
“São questões ambientais que precisam ser levadas em consideração. A própria população - fazendo piquenique e deixando resíduos; pessoas que entram com trator; com carro próximo - são ações que deveriam ter uma visão conjunta; porque, como é um bem público, lá deveria ter um tratamento, uma consciência da população em ajudar” - completa.