Saúde e Bem estar

Setembro amarelo: Psicoterapeuta fala sobre os mitos do suicídio

Assista a live com Antônio João!

Bruna Taiski
11/09/20 às 07h32

Está em andamento neste mês a campanha “Setembro Amarelo”, que chama a atenção para a prevenção do suicídio. E o dia 10 de setembro, é o “Dia D” da campanha. Trata-se do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. A data foi criada há exatos 15 anos pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde. O suicídio é um problema de saúde pública. Todos os anos, cerca de 80 mil pessoas em todo o mundo tiram a própria vida. No brasil, são 12 mil casos.

O pensamento suicida deve ser considerado como o desfecho de uma série de variáveis que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser levado em conta apenas determinados acontecimentos pontuais de sua vida. Por isso, é imprescindível acompanhar notícias verdadeiras e não perpetuar tabus ou informações falsas a respeito de transtornos mentais. “O estigma resulta de um processo em que as pessoas passam a se sentir envergonhadas, excluídas e discriminadas”, reforça o psicoterapeuta Antonio João. Aqui, o especialista mostra mitos a respeito do suicídio:

RG: O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio
Falso. Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade, interferindo em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz é o pilar mais importante da prevenção do suicídio.

RG: As pessoas que ameaçam se matar só querem apenas chamar a atenção
Falso. A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. De alguma forma, boa parte dos suicidas expressou seu desejo de se matar, seja para médicos, familiares ou amigos.

RG: Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo
Falso. Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, após uma tentativa felizmente fracassada. A semana que se segue à alta do hospital é um período em que a pessoa está particularmente fragilizada. Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida, muitas vezes, continua em alto risco.

RG: Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco
Falso. Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário. Falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

Veja a entrevista completa abaixo:

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