O exame feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nessa segunda-feira constou positivo para coronavírus. O resultado saiu no começo da tarde desta terça. Bolsonaro passou pela detecção da COVID-19 após sentir sintomas da doença, como febre de 38,5ºC, conforme informou o canal CNN ontem. O presidente deu início ao tratamento utilizando hidroxicloroquina e azitromicina ainda ontem, tomando a segunda dose dos medicamentos nesta manhã, embora nenhum deles tenha eficácia comprovada no combate ao vírus.
De acordo com Bolsonaro, a febre caiu para 36,5ºC nesta terça. O presidente contou que os primeiros sintomas apareceram no último domingo, como mal-estar e cansaço. Já nessa segunda, os sinais da COVID-19 foram agravados com um aumento de temperatura, que chegou na casa dos 38,5ºC.
"Estou bem, estou normal, em comparação a ontem, estou muito bem. Estou até com vontade de fazer uma caminhada, mas, por recomendação médica, não farei", disse o presidente, que seguirá o protocolo de isolamento e fará reuniões por meio de vídeoconferência.
Além do exame para detecção da COVID-19, Bolsonaro fez uma ressonância magnética dos pulmões. Ambos os procedimentos foram feitos no Hospital das Forças Armadas. No retorno ao Palácio da Alvorada, o presidente conversou com apoiadores e disse que não havia nada nos pulmões e que a oxigenação do seu sangue dele estavam em 96%.
Familiares de Bolsonaro que vivem com ele no Alvorada, bem como funcionários que tiveram contato com o presidente, passarão por exames. Segundo o chefe do Executivo, a primeira-dama Michelle Bolsonaro fez o teste nesta manhã.
Vale lembrar que o chefe do Executivo faz parte do grupo de risco de pacientes com COVID-19, uma vez que ele tem 65 anos. Sua agenda para o restante da semana foi cancelada desde que os primeiros sintomas do coronavírus apareceram. O presidente faria viagens para a Bahia e Paracatu, no Noroeste de Minas.
Ao final da entrevista coletiva, Bolsonaro se afastou dos repórteres, tirou a máscara e garantiu estar bem de saúde.
"Vamos tomar cuidado, em especial com o mais idosos e que têm comorbidade, os mais jovens tomem cuidado, mas se forem acometidos do vírus, fiquem tranquilos que para vocês a possibilidade de algo mais grave é próximo de zero", concluiu.