Dizer ao marido que não gastou muito no cartão de crédito, quando na verdade fez um estrago na fatura. Elogiar o novo corte de cabelo de alguém, mesmo que você não tenha achado muito bonito. Falar para a criança que tem um monstro embaixo da cama, sabendo que o local está vazio. São ‘mentiras do bem’ que nos ajudam a viver e conviver com os outros em sociedade.
É muito difícil encontrar uma pessoa que não tenha tido esse comportamento, por mais sincera que ela seja na maior parte do tempo. Entretanto, algumas vezes o hábito de mentir sai do controle e pode se tornar patológico. Quadros como estes podem ser chamados de mitomania.
Como mencionamos anteriormente, mentir faz parte do comportamento humano e, segundo a psicóloga Jaine Ferlete Souza, qualquer um deles pode ser considerado patológico. “Se aquilo de alguma forma atrapalha a vida da pessoa, a partir do momento em que as mentiras, por exemplo, invadem o cotidiano da pessoa, aí sim temos uma patologia que precisa ser tratada”.
Jaine ressalta que é possível identificar quando uma pessoa está mentindo, mesmo que ela não minta de forma compulsiva. Isso acontece porque todo ser humano tem um padrão de comportamento, ou seja, apresenta os mesmos tipos de comportamento em determinadas situações. “Se você conhece bem uma pessoa, vai conseguir identificar como ela se comporta quando fala a verdade ou se ela mente. Há algumas técnicas que facilitam sim esta identificação, porém elas são restritas aos profissionais de psicologia”.
