Saúde e Bem estar

Overtraining: o que é e 5 sinais de que você precisa pegar mais leve

Saiba como respeitar os limites de seu corpo

Redação
27/12/20 às 07h53

É sempre bom mudar hábitos e tornar a vida mais saudável, certo? Ter entusiasmo e determinação para alcançar estas metas pessoais é ótimo, mas cuidado com a intensidade que você coloca: o excesso de treinamento – também chamado de overtraining – traz riscos à saúde.

O que é overtraining?

A síndrome de overtraining é caracterizada por uma série de sintomas, como alterações de sono, lesões, dores musculares, fadiga recorrente, mau-humor e queda da imunidade. Os sintomas aparecem pelo desgaste entre treinamento, recuperação e alimentação adequada.

A seguir, entenda mais sobre sobre cada um dos sintomas do overtraining:

5 sintomas do overtraining:

Alterações de sono

O treinamento excessivo altera as fases do sono. Com isso, você pode ter dificuldade em adormecer e manter o sono noturno, acordar mais cedo do que o habitual e ainda sentir sonolência ao longo do dia.

Lesões e dores musculares

Elas acontecem porque, quando há excesso de malhação, os músculos não têm tempo suficiente para se recuperar por completo entre um treino e outro.

Mau-humor

Treinar demais também leva a uma diminuição de determinados hormônios que influenciam o sistema nervoso. Essa desregulação aumenta os níveis de estresse e irritabilidade, causando mau-humor.

Fadiga recorrente

A falta de sono e o aumento dos hormônios do estresse causados pelo overtraing acabam levando a uma fadiga crônica, ou seja: você tem a sensação de estar sempre cansado.

Queda da imunidade

Sabe aqueles resfriados e gripes recorrentes? Eles também podem ser um indício de overtraining. Quando se treina demais, acontece uma queda da imunidade e você adoece mais facilmente.

Como evitar o overtraining?

Para diminuir os riscos do treinamento excessivo, a principal recomendação é fazer pausas. Inclua na sua planilha de treinamento exercícios leves, intercalados com sessões de treino mais intensas e moderadas, e tire pelo menos um dia de folga por semana.

Outra dica da médica é tentar sempre dormir bem – de 7 a 8 horas por noite. Um sono reparador é essencial para a liberação de hormônios responsáveis pela recuperação da musculatura, como o GH.

Para evitar o surgimento de lesões, também é importante fazer os exercícios físicos com acompanhamento e orientação de bons profissionais, como personal trainer, médico do esporte e nutricionista, por exemplo. Essa é uma forma efetiva de prevenir lesões, garantindo treinos com mais qualidade. Para completar, deve-se cuidar sempre da alimentação, mantendo uma alimentação equilibrada e saudável.

Quando procurar um médico?

Respeite seu corpo e os sinais que ele te dá. Isso significa que você deve procurar um médico do esporte ou ortopedista para uma avaliação assim que notar o surgimento de alguns dos sintomas. E atenção: não fique adiando a ida ao consultório! Forçar o corpo lesionado pode piorar dores agudas e crônicas.

Revista Boa Forma*

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