Uma nova cepa do coronavírus, que foi identificada pela primeira na Califórnia, Estados Unidos, tem chamado a atenção da comunidade científica. Um preprint (estudo acadêmico que ainda não submetido a um periódico) com estudos laboratoriais e dados epidemiológicos aponta que essa versão pode ser ainda mais infecciosa e letal.
A variante já se espalhou por vários estados norte-americanos e até outros países. Charles Chiu, autor principal do trabalho científico e médico especialista em doenças infecciosas da Universidade da Califórnia, explicou que a cepa está associada a doenças graves que são resistentes a anticorpos neutralizantes.
No preprint de Chiu e sua equipe, foram sequenciados 2172 genomas de amostras do vírus que foram coletadas entre setembro e janeiro em pacientes de 44 condados da Califórnia. A cepa, que está sendo identificada pelos registros “B.1.427” e “B.1.429”, foi comparada com as outras variantes do coronavírus e a conclusão do estudo inicial é que: a chance de o paciente ir para a UTI é 4,8 vezes maior e a chance de morte é 11 vezes maior.
Os pesquisadores descobriram também que as pessoas infectadas tinham duas vezes mais vírus em seus narizes, na comparação com as variantes mais disseminadas. Este fato, combinado a experimentos de laboratório de espalhamento do microrganismo, mostra que a versão pode efetivamente infectar mais.
