O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Carlos Augusto Borges (PSB), apresentou na última quarta-feira (6) requerimento para inserção de jornalistas no grupo prioritário da vacinação contra a covid-19. A atividade desempenhada pela categoria é considerada essencial em decreto federal. A justificativa, além das estatísticas de óbito por coronavírus entre a categoria, inclui também a constante exposição do jornalista durante a cobertura, como idas aos hospitais, postos de saúde e outros locais de aglomeração.
Segundo balanço divulgado pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) 169 profissionais da área morreram entre abril de 2020 e março de 2021. Em três meses deste ano, o número de óbitos entre a categoria supera 2020, quando foram registradas 78 mortes. São 86 vítimas em 2021, percentual 8,6% maior que de abril a dezembro passado.
A senadora Simone Tebet comentou sobre a inclusão no Dia do Jornalista - 07 de abril - nas suas redes sociais. "Número alarmante, que nos coloca em primeiro lugar no ranking de países em que mais profissionais de imprensa morreram devido à pandemia. A maior parte são homens, ente 51 e 70 anos".
Mato Grosso do Sul também teve tristes perdas. A última morte de profissional da imprensa por conta do coronavírus aconteceu em 29 de março. O jornalista Denilson Pinto, 53 anos, morreu vítima de complicações da covid-19. Denilson ficou internado por nove dias no Hospital El Kadri, em Campo Grande. Neste ano também faleceram o jornalista Guilherme Filho, 64, e o repórter fotográfico Valdenir Rezende, 55, também vítimas da Covid.
